O Centro de Investigação Económica da Universidade Lusíada de Angola defende a maior abertura da importação de alimentos, que na perspectiva do centro, deviam ser protegidos no sentido de evitar a escassez e a elevada procura, conforme o relatório económico da instituição de investigação.
Os dados do relatório apresentados recentemente, indicam que a importação de alimentos rondou os 8% do total dos produtos importados pelo país no ano de 2023, registando uma queda de 5% no que a relevância diz respeito, posicionando-se como o quarto item de maior importação em Angola.
Números que preocupam o CINVESTEC, já que conforme Heitor de Carvalho, ao se cortar a importação de alimentos, “abrimos porta a possibilidade de escassez, e quando há escassez de alimentos, os preços sobem”, apontou o director do centro de investigação, que disse ainda que o caminho devia passar pela protecção deste segmento, no sentido de não permitir que haja escassez.
Questionado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA sobre compatibilidade com a estratégia do Governo que passa por limitar a importação para dar vida a indústria nacional que vai dando os primeiros passos, Heitor de Carvalho disse que o CINVESTEC está plenamente alinhado, tanto que foi dos que mais criticou, quando se abriu a importação quase que sem limites, mas defende que é importante que se mantenham as importações, “só que, com regras. O produto importado deve chegar ao nosso mercado com preço superior ao do nosso melhor produtor”, disse.





