Governo de Cabo Verde diz que capitais negativos não comprometem banco central

Governo cabo-verdiano considera que diferentemente de uma empresa comum, os bancos centrais podem operar com património líquido negativo, cobrindo os seus compromissos correntes pela emissão monetária. O Governo cabo-verdiano considera que a existência de capitais próprios não compromete a autonomia do banco central e referiu que esses valores vêm apresentando “melhoria significativa” desde 2021. “Diferentemente…
ebenhack/AP
Governo cabo-verdiano refere que diferentemente de uma empresa comum, os bancos centrais podem operar com património líquido negativo, cobrindo os seus compromissos correntes pela emissão monetária.
Economia

Governo cabo-verdiano considera que diferentemente de uma empresa comum, os bancos centrais podem operar com património líquido negativo, cobrindo os seus compromissos correntes pela emissão monetária.

O Governo cabo-verdiano considera que a existência de capitais próprios não compromete a autonomia do banco central e referiu que esses valores vêm apresentando “melhoria significativa” desde 2021.

“Diferentemente de uma empresa comum, os Bancos Centrais podem operar com património líquido negativo, cobrindo os seus compromissos correntes pela emissão monetária”, escreveu o executivo, em comunicado, em reação a uma conferência de imprensa do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

O maior partido da oposição cabo-verdiana instou na quarta-feira o Governo a repor os capitais próprios do banco central, que estão negativos há setes anos, alertando que isso “enfraquece” a autonomia do regulador.

No comunicado, o Governo salientou que a existência de capitais próprios negativos não compromete a continuidade das actividades, nem a autonomia do Banco de Cabo Verde (BCV).

O executivo esclareceu que os capitais próprios negativos do Banco Central, desde 2010, estão relacionados principalmente à diminuição da rentabilidade das reservas internacionais líquidas.

E com a crise financeira de 2008 e nos anos seguintes, constatou que a rentabilidade das reservas cambiais “diminuiu consideravelmente”, impactando negativamente nos resultados do Banco e, consequentemente, no seu capital próprio.

Entretanto, diz a Lusa, o actual Governo, suportado pelo Movimento para a Democracia (MpD) desde 2016, substituindo o PAICV, avançou que em 2019 capitalizou o BCV, pela primeira vez, com 700 milhões de escudos (6,3 milhões de euros).

Mais Artigos