“Impostos são responsáveis pela falência de muitas empresas em Angola” – CEAST

Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) consideram que Angola continua “marcado negativamente” pela pobreza, fome e subdesenvolvimento, exortando o governo a priorizar políticas para reduzir o custo da cesta básica, agravada por “pesados e insuportáveis” impostos. O executivo angolano, segundo os bispos, deve priorizar “políticas tendentes à redução do custo…
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O executivo angolano, segundo os bispos da CEAST, deve priorizar políticas tendentes à redução do custo da cesta básica por causa dos pesados e insuportáveis impostos de vária ordem.
Economia

Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) consideram que Angola continua “marcado negativamente” pela pobreza, fome e subdesenvolvimento, exortando o governo a priorizar políticas para reduzir o custo da cesta básica, agravada por “pesados e insuportáveis” impostos.

O executivo angolano, segundo os bispos, deve priorizar “políticas tendentes à redução do custo da cesta básica por causa dos pesados e insuportáveis impostos de vária ordem”.

De acordo com os bispos da CEAST, os referidos impostos são responsáveis pela falência de muitas empresas nacionais e abrem caminho” à perigosa perda da independência económica com todas as nefastas consequências para a vida social das famílias e dos indivíduos”.

Este posicionamento consta do comunicado final da II Assembleia Ordinária Anual da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, que encerrou há dias, em Luanda, apresentado pelo porta-voz do conclave e bispo da diocese de Cabinda, Belmiro Chissengueti.

Os prelados católicos saudaram e encorajaram todos os cidadãos a participarem do Censo Geral da População e Habitação, que decorre até 30 de Setembro em todo o país, encorajando igualmente os cidadãos a colaborarem na elaboração de um verdadeiro exame de consciência nacional, no âmbito das celebrações dos 50 anos de independência em Novembro de 2025.

Um “verdadeiro exame de consciência nacional” tendente à “superação da intolerância e a busca de uma verdadeira reconciliação nacional”.

Belmiro Chissengueti, citado pela Lusa, referiu que o apelo dos bispos, “sobre a situação precária dos cidadãos”, é dirigido ao executivo angolano por este ser o tutor das políticas públicas e da elaboração do Orçamento do Estado.

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