A agência de notação financeira Moody’s anunciou a melhoria da perspetiva de evolução do Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD), passando de negativa para estável, enquanto mantém o ‘rating’ em Baa1. Esta alteração reflete a expectativa da agência em relação ao reforço do balanço do banco e à recente melhoria do desempenho dos ativos.
Na nota divulgada, a Moody’s destaca que o levantamento das avaliações impostas pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) à Aliança dos Estados do Sahel (AES) e a resolução dos pagamentos em atraso do Níger positivamente para o desempenho dos ativos do BOAD .
Os analistas da Moody’s sublinham ainda que a manutenção do ‘rating’ em Baa1 é um reflexo do forte apoio dos acionistas ao capital do BOAD, tanto de forma contínua como extraordinária, além do seu robusto perfil de liquidez e financiamento, que inclui acesso ao refinanciamento do banco central.
Apesar desses pontos positivos, a agência alerta para os riscos inerentes à natureza do BOAD como instituição de desenvolvimento, comprometida com os países membros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA). Essa situação pode expor riscos específicos da região, visto que as evidências de crédito são técnicas nesta área, afetando o risco de crédito, operacional e de liquidez.
O BOAD foi criado para promover a integração económica da África Ocidental, englobando países como a Guiné-Bissau, que partilha o franco CFA com Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo.





