Afrikanizm celebra cultura afro em Lisboa com “Caleidoscópio”

No contexto do Mês da Identidade Africana, a apresentação da exposição “Caleidoscópio” no espaço cultural AVENIDAS – Um Teatro em Cada Bairro, em Lisboa, marcou um momento vibrante de celebração da diversidade e da força da cultura afrodescendente em Portugal. Com a curadoria da Afrikanizm Art, em parceria com a plataforma Bantumen e com Ivanova…
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A exposição “Caleidoscópio”, inaugurada pelo Afrikanizm no AVENIDAS em Lisboa, celebra a cultura afrodescendente com obras de artistas e música ao vivo, promovendo identidade e diversidade.
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No contexto do Mês da Identidade Africana, a apresentação da exposição “Caleidoscópio” no espaço cultural AVENIDAS – Um Teatro em Cada Bairro, em Lisboa, marcou um momento vibrante de celebração da diversidade e da força da cultura afrodescendente em Portugal. Com a curadoria da Afrikanizm Art, em parceria com a plataforma Bantumen e com Ivanova Araújo, o evento envolveu os visitantes numa atmosfera de partilha cultural, destacando o espírito de resistência e empoderamento que caracteriza a comunidade afrodescendente.

A noite teve início com uma apresentação musical do Soul Trio , que trouxe ao espaço uma combinação envolvente de jazz, soul e influências de ritmos africanos, dando o tom à apresentação e ao ambiente de celebração. À medida que os visitantes entravam, eram rodeados por obras de artistas como Paulo Formiga , Resem Verkron , Andreia Costa e Júnior Jacinto , cada uma explorando temas profundos de tradição, identidade e memória. As peças provocaram reflexão sobre as experiências afrodescendentes em Portugal, e os visitantes observaram, com uma mistura de emoção e introspecção, as histórias e significados representados nas obras.

Para Ivanova Araújo, curadora da exposição, a inauguração do “Caleidoscópio” foi uma oportunidade de reunir diversas vozes e experiências num verdadeiro mosaico identitário. “Esta exposição é um caleidoscópio de perspectivas afrodescendentes em Portugal, um reflexo da nossa diversidade e da nossa cultura”, afirmou. A parceria com a Bantumen , plataforma digital dedicada a conteúdos da comunidade africana e afrodescendente, reforça a missão de dar visibilidade e voz a estas expressões, promovendo uma maior conexão entre culturas.

A coleção “Preto no Branco” destacou-se na noite, com obras que exploram o contraste entre luz e sombra para retratar temas como a infância, a negritude e o renascimento, numa representação visual e emocional do que significa ser afrodescendente em Portugal. Nas peças de Paulo Formiga, por exemplo, rostos de crianças são capturados com traços nostálgicos, evocando uma universalidade intemporal. Já nas obras de Resem Verkron, a negritude é confrontada de forma poética, abordando o seu renascimento espiritual.

Ao longo da noite, o espaço AVENIDAS encheu-se de conversas entre artistas, visitantes e representantes da Afrikanizm e da Bantumen, todos unidos pelo interesse em comum celebrar e refletir sobre as experiências da comunidade afrodescendente em Portugal. “É uma oportunidade para mostrarmos quem somos e para celebrarmos, educarmos e reforçarmos que a identidade africana é uma parte essencial da cultura portuguesa”, destacou Paulo Formiga.

A exposição “Caleidoscópio” estará patente em Lisboa até 9 de Novembro e viajará depois para o Porto, onde estará exposta no UPTEC de 20 de Novembro a 7 de Dezembro. Este evento reflete a resiliência e vitalidade da cultura afrodescendente e afroportuguesa, destacando o impacto de parcerias como a do Afrikanizm e da Bantumen na valorização e promoção destas identidades e vivências.

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