FMI altera taxas de juros de empréstimos e aumenta apoio aos países pobres

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um conjunto de medidas que visam aumentar o montante disponível para empréstimos aos países mais pobres e, ao mesmo tempo, alterações nas taxas que são cobradas aos países beneficiários. A directora-executiva do Fundo, Kristalina Georgieva, numa intervenção durante os Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorrem…
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Directora-executiva do FMI diz que os membros aprovaram uma reforma abrangente e um pacote de financiamento do Fundo de Redução da Pobreza e Crescimento para aumentar o apoio aos países mais pobres.
Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um conjunto de medidas que visam aumentar o montante disponível para empréstimos aos países mais pobres e, ao mesmo tempo, alterações nas taxas que são cobradas aos países beneficiários.

A directora-executiva do Fundo, Kristalina Georgieva, numa intervenção durante os Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorrem em Washington, informou que “os membros aprovaram uma reforma abrangente e um pacote de financiamento” do Fundo de Redução da Pobreza e Crescimento (PRGT) para aumentar o apoio do FMI aos países de baixo rendimento.

Segundo a Lusa, em causa está o aumento da dotação para este fundo, criado a seguir à pandemia da Covid-19 para ajudar os países mais endividados, entre os quais estão muitas nações da África subsaariana, a relançar as suas economias.

Entre as alterações está a utilização das reservas do FMI para gerar cerca de 8 mil milhões de dólares, em recursos adicionais para o PRGT nos próximos cinco anos, o que, em conjunto com outras medidas, “aumentará o envelope anual disponível para cerca de 3,6 mil milhões de dólares, mais do dobro do nível antes da pandemia, ajudando a congregar fluxos adicionais significativos de fontes públicas e privadas”, acrescentou a líder do FMI.

Estas medidas, apontou, “surgem numa altura crítica, em que os países de baixo rendimento sofreram uma série de choques sem precedentes e enfrentam substanciais necessidades de financiamento concessional”.

Para além do aumento da capacidade financeira deste fundo, o FMI anunciou também uma revisão da política de sobretaxas que se aplicam aos pagamentos dos empréstimos feitos, respondendo à crítica feita há meses por várias instituições, que afirmavam que os países mais necessitados eram os que estavam a ser mais prejudicados porque pagavam mais.

*Napiri Lufánia

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