O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal, Paulo Rangel, anunciou que o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua contará com um orçamento de 50,4 milhões de euros para cooperação internacional e 39,3 milhões de euros para a promoção da língua portuguesa em 2025. O anúncio foi feito no início do debate sobre o Orçamento de Estado para 2025 no Parlamento.
O valor destinado à cooperação mantém-se inalterado em relação a 2024, com Rangel a sublinhar a continuidade das parcerias com diversas entidades, incluindo organizações não governamentais, autarquias, setor privado e instituições académicas, além da cooperação delegada na União Europeia e da cooperação triangular em fóruns multilaterais.
Segundo a Lusa, relativamente à promoção da língua e cultura portuguesa, o orçamento para 2025 representa um aumento de cerca de 2%. O ministro destacou a importância de programas como o “Português no Mundo” e o “Português Língua Herança”, além de iniciativas do Departamento de Língua e Cultura e do Centro Virtual Camões, reforçando o compromisso do Governo em fazer da língua portuguesa uma presença mais significativa nenhum cenário internacional.
Rangel recordou ainda os esforços do Governo português em trabalhar com o Brasil e outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que o português seja lançado como língua de trabalho nas Nações Unidas. O ministro enfatizou que a promoção da língua portuguesa vai além do ensino escolar, abrangendo também a dinâmica das comunidades e o apoio às mesmas.
Além disso, o Governo defende a implementação de uma “verdadeira política da língua” e está a colaborar com os Ministérios da Educação e da Cultura para criar as condições permitidas para o desenvolvimento dessa política.
No âmbito do Orçamento de Estado de 2025, o Governo prevê um crescimento económico de 2,1%, um excedente orçamental de 0,3% e uma redução da dívida pública para 93,3% do Produto Interno Bruto. A proposta de orçamento foi aprovada na generalidade na quinta-feira, com o apoio dos partidos que sustentam o Governo, PSD e CDS-PP, e a abstenção do PS. Os restantes partidos da oposição, incluindo Chega, IL, BE, PCP, Livre e PAN, votaram contra. O PS já anunciou que também se absterá na votação final, agendada para 29 de movembro, permitindo assim a viabilização do primeiro Orçamento do Estado do executivo minoritário liderado por Luís Montenegro.