Empreendedor angolano quer exportar 100 mil toneladas de pitayas por ano para a Europa

O fundador e presidente da Dery Gangu Investimento Limitada (DGIL), empresa ligada ao ramo da agricultura orgânica pretende exportar anualmente cerca de 100 mil toneladas de pitayas para o velho continente, no quadro do projecto por si criado, em 2008, denominado ‘Pitayas para a Europa’. Entretanto, de acordo com Adérito Costa, dificuldades financeiras estão, para…
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O objectivo faz parte do projecto ‘Pitayas para a Europa’, lançado por Adérito Costa, em 2008, e que fez o primeiro ensaio em Março deste ano, com o envio de 80 toneladas da fruta para Espanha.
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O fundador e presidente da Dery Gangu Investimento Limitada (DGIL), empresa ligada ao ramo da agricultura orgânica pretende exportar anualmente cerca de 100 mil toneladas de pitayas para o velho continente, no quadro do projecto por si criado, em 2008, denominado ‘Pitayas para a Europa’.

Entretanto, de acordo com Adérito Costa, dificuldades financeiras estão, para já, a impedir a concretização deste objectivo. “Precisa-se investir em infra-estruturas internas e aumentar as produções, pois a dificuldade financeira, está a condicionar o avanço desse passo”, afirma

O empreendedor conta que o projecto “Pitayas para a Europa” surgiu, depois de ter participado, em 2008, na feira Agrilivante, realizada na Itália. “Depois desse evento, recebi e ainda continuo a receber várias solicitações de alguns países da Europa”, diz à FORBES.

A primeira exportação da fruta foi feita, em Março deste ano, para a Espanha, onde a DGIL-Angola enviou 80 toneladas. Actualmente, a empresa produz três espécies de pitaya, nomeadamente a branca – com casca rosa e branca por dentro, vermelha – com uma cor rosa-avermelhada por fora e rosa-vermelha-púrpura por dentro, e a amarela – com casca amarela e branca no interior. O também engenheiro agrónomo, antecipa ainda que está em fase experimental a produção de pitaya de casca amarela e polpa branca.

A produção da referida fruta começou a ser feita na fazenda da empresa, localizada na província do Bengo, numa área de aproximadamente 10 hectares, e em Luanda, na zona do Camama, em desenvolvimento numa extensão de 15 hectares. Numa safra que vai do período de Abril a Novembro, a empresa chega a produzir 120 toneladas de pitaya.

Para além da pitaya, a fazenda dedica-se também a produção de diversas culturas, com destaque para aquelas de curto prazo, tais como ervas aromáticas, couves, alface, pimento, pepino, cenoura, tomate, feijão-verde, alho francês, cebolinha, abóbora, mamão, maracujá, a que se juntam a criação de peixes, suínos e caprinos, tudo de forma natural.

Esse ano, em função da pandemia da Covid-19, segundo Adérito Costa, a produção registou uma ligeira redução, mas ainda assim, estima uma colheita de 25 toneladas de produtos diversos, até ao final do ano em curso.

A DGIL, que resulta de um investimento na ordem dos 5 milhões de dólares, emprega neste momento 115 trabalhadores. Além do ‘Pitaya para a Europa’, a empresa desenvolve também os projectos ‘Horta ao Domicílio’, ‘Horta Comunitária’, ‘Horta na Escola’ e mantém uma parceria com os Serviços Penitenciários, que consiste no fornecimento de produtos do campo.

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