“No Stória” é a Nossa História

Com 20 anos de carreira, Eneida Marta completa-se em palco. A cantora guineense já actuou nos quatro continentes e sonha ‘brilhar’ em Cuba. É activista social no seu país de origem, o que lhe valeu o título de embaixadora da UNICEF para a Guiné-Bissau.  Dona de uma voz vibrante e apaixonante, Eneida Eurídice Sousa Correia…
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Com 20 anos de carreira, a cantora e activista social guineense ambiciona continuar a sua música e erguer a bandeira do seu país o mais alto possível.
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Com 20 anos de carreira, Eneida Marta completa-se em palco. A cantora guineense já actuou nos quatro continentes e sonha ‘brilhar’ em Cuba. É activista social no seu país de origem, o que lhe valeu o título de embaixadora da UNICEF para a Guiné-Bissau. 

Dona de uma voz vibrante e apaixonante, Eneida Eurídice Sousa Correia ou simplesmente Eneida Marta, como é carinhosamente tratada, é considerada uma das melhores vozes da África lusófona. Fiel aos ritmos tradicionais da sua terra-natal, com estilos que vão desde o Gumbé, a Tina, Singa e Djambadon, até aos mais modernos da World Music, a artista canta e encanta, nos palcos em que pisa.

Autora de sucessos como “Mindjer doce mel”, “Africa tabanka povo”, “Homis di Gossi”, “Amor livre”, entre outros, transmite nas suas composições mensagens que reflectem o amor, as vivências e o dia-a-dia do seu povo, nas diferentes línguas de sua terra como, o crioulo, a mandinga, fula, futa-fula, e também em português e espanhol.

Nascida na Guiné-Bissau, Eneida cresceu entre a sua terra-natal e Portugal, onde partiu muito cedo. Na infância, tinha o sonho de ser polícia ou cantora, mas, a paixão pela música falou mais alto. Foi aos 29 anos, em Portugal, que Eneida começou a dar passos mais sérios na música. 

O percurso até que não foi complicado, pois já sabia o que queria ser e para onde queria ir, o que tornou as coisas mais simples.  Apesar de seguir a carreira artista, a cantora que na altura já era mãe, nunca deixou de prestar atenção e dar amor e carinho aos seus filhos.

A sua primeira obra discográfica, “No Stória” – que significa Nossa História, na língua crioulo da Guiné, foi gravada em 2001. Trata-se de um disco com faixas musicais vibrante e que a levou a apresentar-se em palcos de diferentes países, como Cabo Verde, França, Holanda, Alemanha, Portugal, além da Guiné-Bissau. A cantora não esquece a primeira vez que pisou num palco, que considera algo surreal e inesquecível. “Eu parecia uma vara verde, tremia por tudo quanto é lado. Foi uma sensação que levou um bom tempo a passar”, lembra.

Entretanto, depois do sucesso do seu primeiro álbum, em 2006, a cantora despertou a atenção da produtora americana Putumayo World Music, especializada em compilações de estilos como world music, jazz e blues.

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