Companhia área TICV coloca 60 trabalhadores no desemprego

Um total de 60 colaboradores da companhia aérea Transportes Interilhas  de Cabo Verde (TICV) viram os contratos que os vincula à empresa terminados, por força da crise que atravessa o arquipélago e que reduziu de forma substancial as receitas da operadora de capital público-privado. A saída dos trabalhadores, anunciada há dias pela empresa, foi precipitada…
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Detida em 30% pelo Estado cabo-verdiano, a companhia área que opera entre ilhas naquele arquipélago lusófono, justifica a medida com a quebra "drástica" das suas receitas.
Economia

Um total de 60 colaboradores da companhia aérea Transportes Interilhas  de Cabo Verde (TICV) viram os contratos que os vincula à empresa terminados, por força da crise que atravessa o arquipélago e que reduziu de forma substancial as receitas da operadora de capital público-privado.

A saída dos trabalhadores, anunciada há dias pela empresa, foi precipitada também pelo facto de a transportadora aérea – anteriormente detida em 70% pelos espanhóis da Binter e 30% pelo Estado – estar desde Maio sem realizar voos, o que pressionou a direcção a cortar custos.

Em Julho, os angolanos do grupo BestFly assinaram um acordo de compra de 70% do capital dos espanhóis da Binter na TICV, sendo que os restantes 30% mantiveram-se com o Estado. Essa operação e entrada de dinheiro fresco veio galvanizar a empresa que já anunciou retoma de voos, mas não diz, no comunicado, se vai ou não recolocar os ex-60 trabalhadores de volta às operações.

“O sector da aviação civil em todo o mundo tem sofrido fortemente com os impactos da pandemia e nós não ficamos imunes a isso. Mas com o esforço e dedicação dos trabalhadores da companhia é agora possível retomar a actividade, com a garantia de um serviço de qualidade e fiabilidade aos nossos clientes”, disse Américo Borges, CEO da TICV, citado num comunicado divulgado pela imprensa local.

Angolanos da BestFly ‘dão gás’ às operações

Com a entrada do grupo angolano BestFly no capital da TICV, a companhia passa a denominar-se BestFly Cabo Verde, segundo fontes da empresa, citadas pela imprensa cabo-verdiana.

De acordo com a cronologia dos factos, a chegada dos angolanos da BestFly segue-se a um processo de escolha do Governo de Cabo Verde, que tinha a necessidade de melhorar a distribuição do transporte aéreo na região. Após consulta ao mercado, o grupo BestFly foi autorizado a assumir, a partir de 17 de Maio, uma concessão de emergência do serviço público de transporte aéreo de passageiros interilhas, precisamente após a suspensão dos voos pela TICV, para um período de seis meses, .

Assim, com a chegada da BestFly, a TICV também já anunciou a retoma de voos, sendo que os primeiros aparelhos começaram a sobrevoar o arquipélago no passado Sábado, 23, com ligações aéreas domésticas num total de mais de 400 passageiros transportados e uma taxa de ocupação de 66%, conforme dados da companhia.

Citada pela Lusa, fonte oficial da TICV precisou que os primeiros voos operados ligaram a Ilha de Santiago (Praia), São Vicente, Sal, Maio e Boa Vista, tendo transportado um total 417 passageiros.

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