Sector das comunicações foi o mais impactado em África

A Check Point Research (CPR), fornecedor de soluções de cibersegurança, anunciou recentemente o Índice Global de Ameaças referente a Novembro de 2021, sendo que o sector das comunicações em África foi o mais impactado, mas com o Botnet Emotet a regressar ao top 10 de ameaças a nível mundial, liderado, uma vez mais, pelo Trickbot.…
ebenhack/AP
Os ataques informáticos têm impactado gravemente variados sectores de actividades no mundo, mas, os sectores das telecomunicações, Educação, Investigação e indústria são os mais afectados.
Economia

A Check Point Research (CPR), fornecedor de soluções de cibersegurança, anunciou recentemente o Índice Global de Ameaças referente a Novembro de 2021, sendo que o sector das comunicações em África foi o mais impactado, mas com o Botnet Emotet a regressar ao top 10 de ameaças a nível mundial, liderado, uma vez mais, pelo Trickbot.

Segundo um comunicado de imprensa da CPR, investigadores relatam que, mundialmente, o Trickbot permanece no topo da lista de malware, afetando 5% das organizações.

“Há a destacar ainda o reaparecimento do Emotet que regressa ao índice global para ocupar a sétima posição. Em Angola, as tendências distinguiram-se do resto do mundo, com o Agent Tesla a encabeçar a lista, impactando 20% das organizações nacionais”, lê-se no comunicado.  

Em Novembro, segundo ainda o documento da CPR, o Trickbot é o malware mais popular, afectaram 5% das organizações em todo o mundo, seguido pelo Agent Tesla e Formbook, ambos com um impacto global de 4%.

Em Angola, o top alterou-se ligeiramente em comparação com os registos globais. Destacou-se o Agent Tesla, com um impacto nacional de 20%. Seguiu-se o Glupteba, botnet capaz de roubar browsers e explorar routers, responsável por impactar 19% das organizações angolanas em novembro e, em terceiro lugar, o XHelper, uma aplicação maliciosa utilizada para instalar outras aplicações maliciosas e exibir anúncios, que afetou 15% das empresas em Angola.

Fora o sector das comunicações em África como o mais afectado, a CPR revela também que, a nível global, o sector mais visado é a Educação/Investigação.

“Em Novembro a Educação/Investigação foi a indústria mais atacada globalmente, seguida pelas Comunicações e, em terceiro lugar, a Administração Pública/Indústria Militar. Em África, os três sectores mais afectados são, em primeiro lugar, Comunicações, seguido de Internet Service Providers/Mobile Service Providers (ISP/MSP) e o setor das Utilities.

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