A disciplina de língua cabo-verdiana está a lançar as bases para a oficialização do idioma, em paridade com o português, disse o ministro da Educação, a propósito do dia da Língua Materna, que se assinala esta Sexta-feira.
“Entendemos que é necessário criar as bases para a oficialização plena da língua cabo-verdiana, estamos disponíveis para a termos como língua do sistema de ensino, mas há um percurso a fazer a nível técnico-científico e de formação de professores”, referiu Amadeu Cruz.
Segundo o ministro, “em 15 anos, tirando proclamações e discursos, não houve nenhuma medida concreta” a abrir caminho para a oficialização, além da decisão do actual Governo – liderado pelo Movimento pela Democracia (MpD) – de criar a disciplina opcional, a partir do 10.º ano de escolaridade, em todas as 44 escolas secundárias do arquipélago.
Este é o terceiro ano letivo da “experiência” para “testar soluções científicas relativamente a gramáticas e alfabeto”, entre outras questões linguísticas, para haver “uma base sólida” para a escrita e fixarem-se metodologias de ensino.
O outro objectivo é “formar professores em língua cabo-verdiana”, num processo que, segundo Amadeu Cruz, nunca levará menos de 10 anos, para preparar o sistema e para um primeiro grupo passar por três anos de formação do ensino secundário, mais quatro a cinco no ensino universitário.





