Angola e Guiné Equatorial estão entre os países africanos da lusofonia com pior pontuação no relatório “Liberdade no Mundo 2025”, anunciado pela organização Freedom House.
Segundo a investigação, que pontuou os “direitos políticos e liberdades civis” em 195 países e 13 territórios durante o ano civil de 2024, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe foram os melhores classificados.
Para a Freedom House, Angola uma nação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), está entre os países classificados como ‘Não Livres’. Com uma pontuação de 28 em 100, a mesma constante no relatório do ano passado.
“Angola tem sido governada pelo mesmo partido desde a independência, e as autoridades têm reprimido sistematicamente a dissidência política”, declarou.
Desde a eleição do Presidente João Lourenço, em 2017, de acordo o estudo, o Governo tomou medidas para reprimir a corrupção endémica e aliviou as restrições à imprensa e à sociedade civil, mas persistem graves desafios em matéria de governação e direitos humanos.
Na mesma classificação está a Guiné Equatorial, país membro da CPLP realiza eleições regulares, “mas a votação não é livre nem justa”. E está entre as nações africanas com pior classificação, na categoria ‘Não Livre’, tendo obtido cinco pontos em 100. Os mesmos que em 2023.
“O actual Presidente, que tomou o poder através de um golpe militar, tem liderado um regime autoritário desde 1979. O Governo detém frequentemente políticos da oposição, reprime a sociedade civil e censura os jornalistas”, lamentou a organização, na investigação.
De acordo a Lusa, a Guiné-Bissau é, por sua vez, um membro da CPLP classificado como ‘Parcialmente Livre’, com 41 pontos, um decréscimo relativamente aos 43 anteriores. Também Moçambique, outra nação da CPLP, obteve 41 pontos, uma pioria em relação aos 44 obtidos no período homólogo anterior.





