A Mota-Engil continua focada em “privilegiar a rentabilidade” face ao crescimento, afirmou nesta Quinta-feira o seu presidente, Carlos Mota Santos, prevendo aumentar este ano a facturação “à volta” dos 7% alcançados em 2024, quando o grupo registou os melhores resultados de sempre.
“Quanto ao volume de negócios este ano, vamos ter um crescimento de ‘single digit’, abaixo dos 10%. De 2023 para 2024 crescemos 7% e, este ano, diria que será mais ou menos à volta deste valor, seguramente abaixo dos 10%. Porque, uma vez mais, o objectivo é privilegiar a rentabilidade e não o crescimento”, disse Carlos Mota Santos.
Quanto à rentabilidade, avançou que “o previsto no plano de negócios para 2026 é uma rentabilidade líquida de 3%, pelo que será a caminho dos 3%”.
O presidente (‘chairman’) e presidente executivo (CEO) da Mota-Engil destacou que “os resultados muito interessantes” obtidos pelo grupo de engenharia e construção no ano passado – em que o lucro atribuível aumentou 8% para 123 milhões de euros e o volume negócios subiu 7% para 5.951 milhões de euros (+7%) -, a par do volume e da qualidade da carteira de encomendas, lhe permitem ser “ainda mais selectivo no futuro” e continuar a melhorar os rácios de balanço.
Neste sentido, disse, e uma vez que algumas das metas traçadas para 2026 foram atingidas antecipadamente, foi decidido adiantar para este ano a elaboração de um novo plano estratégico com objectivos até 2030.
Relativamente ao exercício de 2024, diz a Lusa, Carlos Mota Santos referiu que “todas as áreas de negócio contribuíram, umas com mais volume, outras com mais rentabilidade”, para os resultados obtidos, considerando que “esta diversidade em termos geográficos é um dos valores mais importantes do grupo”.





