O Presidente Angola, João Lourenço, prestou esta Sexta-feira, em Windhoek, a última homenagem a figura do Primeiro Chefe de Estado namibiano, Sam Nujoma, que morreu aos 95 anos no dia 8 de Fevereiro, vítima de doença.
Na ocasião, João Lourenço disse que a obra de Sam Nujoma em favor do seu povo ficará indelevelmente registada nos anais da história e eternizá-lo-á como uma incontornável referência para as futuras gerações da Namíbia e do continente africano.
“Permitam-me aproveitar esta ocasião para expressar ao povo da Namíbia, às suas Autoridades e à família enlutada, o nosso tributo, os nossos mais profundos sentimentos de pesar, em nome de todos os angolanos, no dos africanos de uma maneira geral e no meu próprio”, expressou.
Num ambiente de tristeza, o Presidente angolano lembrou que a paz definitiva em Angola não teria sido possível se não se tivesse conseguido derrotar o regime do apartheid, o que proporcionou a descolonização e Independência da Namíbia.
“No quadro do pensamento do Presidente Agostinho Neto, quando dizia que na Namíbia e na África do Sul estava a continuação da nossa luta, o povo angolano, encabeçado pelo então Presidente José Eduardo dos Santos, encarnou a solidariedade e o apoio à causa do povo namibiano e de outros povos da nossa região, contribuindo assim para a construção de uma nova nação livre, com justiça e dignidade para os seus habitantes, ao ter ajudado no processo da autodeterminação da Namíbia e do fim do apartheid na África do Sul”, contou.
O chefe de Estado afirmou ainda que partiu para a eternidade um homem corajoso, um patriota namibiano convicto e um filho genuíno de África, que se tornou um ícone da luta pelo resgate da dignidade e da soberania do seu povo, desafiando com valentia e de forma exemplar o hediondo sistema do apartheid, que dominou durante várias décadas, com indescritível crueldade, a cena política do sudoeste de África.
“A homens com a têmpera de Sam Nujoma e de outros grandes líderes da história da libertação de África, a nós os que hoje temos a responsabilidade de os seguir, inspirados pelos exemplos que nos legaram, cabe-nos, no contexto de uma missão quase impossível, interiorizarmos o seu espírito de abnegação e entrega às causas africanas e conduzirmos o nosso continente de forma a realizarmos os sonhos e os objectivos pelos quais pugnaram e acreditaram até ao fim dos seus dias, os de poder construir uma África livre, desenvolvida e ciosa dos seus valores mais profundos”, acrescentou.