O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, recebeu do seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, garantias de continuidade de investimentos da África do Sul em Moçambique, após visitar nesta Terça-feira aquele país vizinho.
“Recebemos, através do Presidente Ramaphosa, a garantia de continuidade dos investimentos sul-africanos em Moçambique, bem como a certeza de que os nossos laços históricos vão sempre priorizar o bem-estar dos nossos povos”, lê-se na mensagem do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, publicada na sua página oficial do Facebook.
Em declarações à comunicação social após a visita, o Presidente moçambicano disse que Moçambique e a África do Sul vão arrancar com trabalhos com o objectivo de materializar “paragem única” no corredor de Maputo, no quadro do transporte de mercadorias entre Maputo e a fronteira do Ressano García, a maior terrestre que liga os dois países.
“A nossa ideia é que teremos uma paragem única e já estamos a trabalhar nisso porque, como sabem, temos tido muitos camiões que saem da África do Sul para o porto de Maputo, mas também de Maputo para África do Sul e estes camiões às vezes levam muito tempo. Então queremos ter uma paragem única para flexibilizar os negócios entre os dois países”, disse Daniel Chapo, indicando igualmente que foram discutidas questões políticas, comerciais e diplomáticas entre os dois países.
Já o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, destacou a importância de “uma nova página” na cooperação entre os dois países, apontando para os domínios de política, diplomacia e economia e na criação de uma estabilidade em Moçambique após as eleições gerais de 09 de Outubro.
Na sua intervenção, apontou a discussão de vários projetos de cooperação económica, destacando a “implementação de postos de fronteira eficazes e eficientes” que irão facilitar o comércio entre os dois países e impulsionar a geração de empregos para jovens.
A visita de Chapo à África do Sul, país vizinho e com o qual Moçambique tem fortes e históricas relações, diz a Lusa, ocorre numa altura em que as manifestações pós-eleitorais continuam entre os principais temas no país.