Três projectos na área da saúde nos PALOP vão receber cerca de 500 mil euros

Três projectos de investigação em saúde nas áreas do cancro, hemoglobinopatias e doenças infecciosas, em Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, vão receber cerca de 500 mil euros até 2027, anunciou nesta Terça-feira a Gulbenkian. Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian referiu que esta é a 2.ª edição do programa ENVOLVE Ciência PALOP, iniciativa da instituição…
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Fundação Calouste Gulbenkian refere que a iniciativa tem como objectivo apoiar a consolidação das carreiras científicas de jovens investigadores dos PALOP nos países de origem, reforçando igualmente os sistemas científicos.
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Três projectos de investigação em saúde nas áreas do cancro, hemoglobinopatias e doenças infecciosas, em Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, vão receber cerca de 500 mil euros até 2027, anunciou nesta Terça-feira a Gulbenkian.

Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian referiu que esta é a 2.ª edição do programa ENVOLVE Ciência PALOP, iniciativa da instituição que “tem como objectivo apoiar a consolidação das carreiras científicas de jovens investigadores dos PALOP nos países de origem, reforçando igualmente os sistemas científicos”.

Os três projectos são liderados pelos investigadores Ariana Freira (Cabo Verde), Bubacar Embaló (Guiné-Bissau) e Filomena Manjate (Moçambique).

Segundo a Gulbenkian, os projectos “foram selecionados por um júri internacional, que teve em conta a relevância, originalidade, qualidade das propostas e o impacto no desenvolvimento de capacidades pessoais do candidato e da instituição”.

Em Cabo Verde, Ariana Freira é a investigadora responsável pelo projeto “Study of sickle cell anemia”, que resultou do seu estágio no Gulbenkian Institute of Molecular Medicine em Lisboa e que será desenvolvido na Universidade de Cabo Verde, em parceria com o Hospital Agostinho Neto, na Praia.

O projecto consiste, segundo nota da Gulbenkian, na implementação do rastreio neonatal da anemia das células falciformes, uma das principais estratégias para a redução da mortalidade em crianças abaixo dos cinco anos.

“A anemia das células falciformes é altamente prevalente em África, principalmente na África subsariana, e este projecto pretende ainda estudar os mecanismos imunológicos associados às crises vaso-oclusivas em doentes com anemia falciforme, em Cabo Verde”, lê-se no comunicado, citado pela Lusa.

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