Sector privado quer investir mais na África Lusófona

O desenvolvimento de África, reside, em boa parte, no investimento do setor privado. Essa é uma das conclusões do Fórum de Investimento da África Lusófona, promovido pela IFC- International Finance Group, com o objetivo de conectar empresas e instituições para incentivar o investimento nos países lusófonos. No evento estão representadas algumas das maiores empresas com…
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Fórum de Investimento da África Lusófona, que acontece na ilha do Sal, promove o networking e os negócios entre empresas, para promover as sua internacionalização dentro do continente africano.
Economia

O desenvolvimento de África, reside, em boa parte, no investimento do setor privado. Essa é uma das conclusões do Fórum de Investimento da África Lusófona, promovido pela IFC- International Finance Group, com o objetivo de conectar empresas e instituições para incentivar o investimento nos países lusófonos.

No evento estão representadas algumas das maiores empresas com negócios neste mercado.

“A nossa empresa tem ADN africano, foi em África que começámos”, afirma Carlos Mota Santos, Diretor Executivo da Mota Engil, a empresa que celebra este ano 79 anos, mas nos primeiros 40 trabalhou exclusivamente em África.

“África representa atualmente 2 mil milhões de euros no nosso volume de negócios e desses, mais de metade é na África lusófona”, afirma , o gestor.

Carlos Mota Santos avançou ainda que, a empresa viu aprovado, recentemente, pela IFC um financiamento de 200 milhões de dólares para os próximos 4 anos. “É um marco estruturante para o nosso investimento e também um marco de credibilidade por podermos trabalhar com a chancela e garantia da IFC”, explica Carlos Mota.

Também Diogo Caldas, diretor executivo da Refriango tem expectativas relativamente a potenciais parcerias entre a empresa e a Corporação Financeira Internacional (IFC), do grupo do Banco Mundial, que permitam à empresa angolana de produção e distribuição de bebidas expandir-se para mais mercados africanos. “Temos discussões a decorrer que podem resultar em parcerias e investimentos. Não descartamos a possibilidade de criar unidades de produção em outros países africanos”, diz Diogo Caldas à Forbes África Lusófona.

Representantes de empresas do setor do turismo, energias renováveis, transportes, tecnologias entre outras áreas estão no Fórum de Investimento da África Lusófona com a mesma expectativa e ambição. Crescer dentro do continente africano, estabelecendo parcerias com instituições internacionais que lhes permitam investir e internacionalizar-se.

Por sua vez, o IFC olha para o setor privado como o player principal do crescimento económico de África e apresenta aos potenciais investidores uma série de ferramentas financeiras para alavancar esse crescimento.

 

 

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