MpD reeleito nas legislativas em Cabo Verde

O Movimento para a Democracia (MpD) vai se manter à frente dos destinos de Cabo Verde depois de ter vencido as eleições legislativas deste domingo. De acordo com os primeiros dados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e pela Direcção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE), o MpD lidera a contagem com mais de…
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Massificar a vacinação contra a Covid-19 e eliminar a pobreza extrema são as prioridades para o próximo mandato. A líder da oposição vai apresentar a demissão do PAICV.
Líderes

O Movimento para a Democracia (MpD) vai se manter à frente dos destinos de Cabo Verde depois de ter vencido as eleições legislativas deste domingo.

De acordo com os primeiros dados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e pela Direcção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE), o MpD lidera a contagem com mais de 91 mil votos (49,2%), o que corresponde à eleição, até agora, de 36 deputados do total de 72 com assento parlamentar.

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), o maior representante da oposição, deverá eleger 28 deputados. Entretanto face a este resultado, a presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, já anunciou que irá pedir a demissão da liderança do partido, justificando que “a política não pode ser encarada com uma profissão, nem como carreira. Penso que na política sempre é preciso ser-se coerente e consequente e retiro sim consequências políticas dos resultados destas eleições, por isso, nos próximos dias apresentarei a minha demissão como presidente do PAICV”.

Em terceiro lugar surge a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), que deverá conseguir quatro mandatos.

A abstenção, ainda segundo os dados provisórios da CNE, aumentou face a 2016, situando-se agora nos 42,1%.

No rescaldo dos resultados, o presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva destacou a “grande vitória, a vitória de Cabo Verde. Nós estávamos à espera desta vitória” nestas legislativas. O actual primeiro-ministro lembrou “a condição emergencial muito difícil” que o país viveu com “três anos de seca e um ano de pandemia”. Ainda assim, admitiu que foi possível dar a volta”, sendo agora tempo de “continuar um bom trabalho e colocar Cabo Verde num caminho seguro para o desenvolvimento”.

Já a antecipar o novo mandato, Ulisses Correia e Silva estabeleceu como prioridades massificar a vacinação como arma para combater a Covid-19, eliminar a pobreza extrema no país com programas de retoma de crescimento económico, de protecção e apoio sociais. Além de se continuar a aposta no ensino gratuito e continuação do programa de reabilitação de casas que será reforçado. O governante assume que Cabo Verde tem todas as condições para conseguir a retoma da economia, até porque “todos os países do mundo estão a lutar no mesmo sentido: vencer a Covid, relançar as economias, fazer crescer novamente, gerar emprego e criar condições de melhoria de vida”.

Nesta sétima eleição legislativa no arquipélago cerca de 393 mil eleitores cabo-verdianos foram chamados às urnas.  O país conta com uma população de cerca de 550 mil pessoas, mas estima-se que, na diáspora, a comunidade cabo-verdiana ultrapasse o milhão.

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