Cabo Verde ratifica tratado global para proteger alto mar e reforça liderança azul

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, ratificou esta semana o Acordo sobre Biodiversidade para Além das Jurisdições Nacionais (BBNJ), tratado internacional que estabelece um quadro jurídico para a protecção e gestão sustentável do alto mar. “Ao ratificar o documento, Cabo Verde consolida a sua posição como nação azul e sublinha o compromisso em actuar na…
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A adesão ao acordo internacional sobre biodiversidade marinha, ratificado pelo Presidente da República, posiciona o arquipélago como voz activa na diplomacia ambiental e fortalece a sua estratégia de economia azul.
Economia

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, ratificou esta semana o Acordo sobre Biodiversidade para Além das Jurisdições Nacionais (BBNJ), tratado internacional que estabelece um quadro jurídico para a protecção e gestão sustentável do alto mar.

“Ao ratificar o documento, Cabo Verde consolida a sua posição como nação azul e sublinha o compromisso em actuar na linha da frente da diplomacia ambiental e da preservação dos mares para as futuras gerações”, afirmou a Presidência da República em comunicado.

Aprovado em Julho por unanimidade no Parlamento, o acordo será agora depositado nas Nações Unidas. O tratado assenta em quatro pilares fundamentais: partilha justa dos benefícios dos recursos genéticos marinhos, criação de áreas marinhas protegidas, avaliações obrigatórias de impacto ambiental e transferência de tecnologia e capacitação.

Com cerca de 99% do seu território constituído por mar, Cabo Verde vê no BBNJ não apenas uma obrigação ambiental, mas também uma oportunidade estratégica para afirmar a sua diplomacia oceânica e atrair investimentos ligados à economia azul, biotecnologia marinha e inovação científica.

Analistas consideram que a participação activa do país neste tratado global pode fortalecer parcerias internacionais, diversificar a sua economia e consolidar a imagem do arquipélago como defensor dos oceanos, num momento em que a sustentabilidade marinha ganha centralidade nas agendas globais de desenvolvimento.

 

*Com Lusa

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