Em 2026, o Ministério do Turismo de Angola prepara-se para marcar presença em cinco das mais influentes feiras internacionais do sector, nomeadamente a CMT Stuttgart (Alemanha), ITB Berlim, WTM London (Reino Unido), Indaba Durban (África do Sul) e FITUR Madrid (Espanha) – palcos estratégicos onde se definem tendências globais e se firmam parcerias capazes de impulsionar fluxos turísticos de médio e longo prazo.
Trata-se de uma agenda estratégica que visa reforçar o posicionamento do país no mercado global, captar novos fluxos turísticos e consolidar parcerias decisivas para o desenvolvimento do sector.
O anúncio foi feito há dias, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Turismo, Augusto Kalikemala, que destacou a importância destas plataformas globais. Para o governante, a presença angolana nestes fóruns internacionais é fundamental para consolidar a imagem do país como um destino autêntico, diferenciado e com uma oferta turística cada vez mais diversificada.
A participação em feiras internacionais surge como um dos pilares da estratégia do Governo para fomentar e dinamizar o sector, com o objectivo de aumentar o número de visitantes e reforçar o contributo do turismo para o Produto Interno Bruto (PIB). Num contexto em que Angola procura acelerar a diversificação económica, o turismo consolida-se como uma das áreas com maior potencial de impacto, tanto na criação de emprego como na valorização dos recursos naturais e culturais.
“Entendemos que o turismo de negócio é relevante. O Ministério do Turismo tem uma função específica de fomentar a procura pelos serviços turísticos.”
Augusto Kalikemala apelou à participação activa dos operadores turísticos nacionais, sublinhando que são eles quem garante, na prática, a experiência do visitante. Para o Ministério, fortalecer o ecossistema empresarial do sector é essencial para elevar os padrões de serviço e aumentar a competitividade do destino.
Ao abordar o actual panorama, o secretário de Estado explicou que, embora o turismo de negócios continue a ser predominante, a grande meta passa agora por ampliar a procura no segmento de lazer. “Entendemos que o turismo de negócio é relevante. O Ministério do Turismo tem uma função específica de fomentar a procura pelos serviços turísticos”, referiu.
É neste contexto que ganha centralidade a marca Visit Angola – The Rhythm of Life, lançada em Outubro deste ano. A nova identidade pretende posicionar Angola num patamar superior de visibilidade, apoiando-se na autenticidade cultural, na hospitalidade do povo e na diversidade de experiências que o país tem para oferecer. A iniciativa integra o plano estratégico “Comunica Turismo”, orientado para a construção de uma narrativa global competitiva e culturalmente robusta.
Para Kalikemala, o fortalecimento da marca é crucial. “Quando temos mais turistas e consumo dos produtos internos, a nossa economia cresce e geram-se mais empregos”, frisou, lembrando que o turismo é também uma alavanca para o mercado interno e para a economia local.
Assim, ao combinar promoção internacional, reforço da marca e mobilização do sector privado, Angola procura afirmar-se como um destino com identidade própria, capaz de surpreender pela riqueza histórica, cultural e natural, com potencial para captar a atenção do mercado turístico mundial.





