Cabo Verde partilha de forma mais transparente dados sobre o turismo – relatório 

Países e instituições africanas estão a partilhar de forma mais transparente dados sobre o turismo, tendo Cabo Verde em destaque, e comprometem-se com a transformação digital apesar dos desafios que persistem, segundo um relatório divulgado esta Quarta-feira, 07. "As conclusões apontam para um claro dinamismo à escala continental", frisa o documento. De acordo com o…
ebenhack/AP
De acordo com o relatório "Ecossistema de Dados do Turismo Africano 2025", mais governos e instituições africanas estão a envolver-se com dados abertos de turismo, sinalizando um compromisso crescente com a transparência e a transformação digital.
Economia

Países e instituições africanas estão a partilhar de forma mais transparente dados sobre o turismo, tendo Cabo Verde em destaque, e comprometem-se com a transformação digital apesar dos desafios que persistem, segundo um relatório divulgado esta Quarta-feira, 07.

“As conclusões apontam para um claro dinamismo à escala continental”, frisa o documento.

De acordo com o relatório “Ecossistema de Dados do Turismo Africano 2025” desenvolvido pela iniciativa Nova SBE WiTH Africa, da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, em comparação com 2023, mais governos e instituições africanas estão a envolver-se com dados abertos de turismo, sinalizando um compromisso crescente com a transparência e a transformação digital.

O documento realça que a análise de dados foi feita entre o final de Maio e meados de Junho de 2025 e examinou informações publicadas por fontes governamentais e institucionais não-governamentais, “permitindo uma visão abrangente do panorama dos dados do turismo”.

“Assim, de forma geral, vários países melhoraram a actualização dos seus dados. Ao haver um maior acesso à informação turística disponibilizada, aumenta também a sua utilidade para decisores políticos, investigadores e empresas”, indica o estudo.

Os países que na edição anterior do estudo, em 2023, tinham estado melhor classificados – Cabo Verde, Quénia, Maurícia e Tanzânia – mantiveram as suas posições, “confirmando o valor de um investimento sustentado em sistemas de dados”, refere.

“O Togo junta-se ao grupo dos principais desempenhos em 2025, demonstrando como esforços direccionados podem melhorar rapidamente a visibilidade dos dados”, acrescenta.

Em contraste, a Guiné-Bissau e a Libéria enfrentam limitações significativas, muitas vezes devido a constrangimentos infraestruturais ou à ausência de conjuntos de dados específicos do turismo, salienta.

Segundo a Lusa, o turismo é central na economia africana e um catalisador do desenvolvimento. O sector das viagens e do turismo no continente recuperou de forma robusta no período pós-pandemia, contribuindo com uma estimativa de cerca de 154 mil milhões de euros para o Produto Interno Brutos (PIB) e sustentando 18 milhões de empregos até ao final de 2024, assegura a investigação.

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