Banco Nacional de Angola pede redução das taxas activas praticadas pelos bancos comerciais

O Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, apelou esta Sexta-feira, 16, à redução das taxas de políticas monetárias por parte dos bancos comerciais. Ao discursar na sessão de apresentação do Balanço e Perspectivas da Política Monetária e Cambial, o governador disse que é através dos mecanismos de transmissão da política monetária…
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Manuel Tiago Dias justifica que uma redução das taxas activas praticadas pelos bancos comerciais há de contribuir para uma melhor sinalização do novo rumo da actividade económica em Angola.
Economia

O Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, apelou esta Sexta-feira, 16, à redução das taxas de políticas monetárias por parte dos bancos comerciais.

Ao discursar na sessão de apresentação do Balanço e Perspectivas da Política Monetária e Cambial, o governador disse que é através dos mecanismos de transmissão da política monetária que poderão observar reduções nas taxas activas praticadas pelos bancos comerciais nas transações com os seus clientes.

“Entendemos que uma redução das taxas activas praticadas pelos bancos comerciais também há de contribuir para uma melhor sinalização do novo rumo da actividade económica no nosso país, porque na realidade estamos a observar uma trajectória positiva no ciclo económico”, apontou.

Manuel Dias destacou o controlo da liquidez em circulação na economia, no entanto, referiu que não é possível alcançar taxas de inflação baixas se houver descontrolo da liquidez em circulação na economia.

Por isso, realçou que o Banco Nacional da Angola faz recurso aos mais diversos instrumentos de política monetária à sua disposição para o controlo da liquidez e, em particular, as operações de mercado aberto que têm sido usadas como instrumento preferencial no controlo da inflação.

Em 2024, salientou, o crescimento do crédito à economia em moeda nacional foi de cerca de 30%. Em 2025, o crédito à economia voltou a crescer, embora numa magnitude inferior, mas entende que trata-se de um crescimento que se deve considerar, pois foi de 22,6%, correspondente a 1,36 mil milhões de kwanzas.

“Se nós compararmos este valor de crédito concedido em 2025 ao stock de crédito actual concedido à economia, vamos constatar uma alteração muito substancial no que diz respeito à actuação dos bancos comerciais, principalmente nos últimos anos”, disse.

 

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