O Governo de Cabo Verde assinou recentemente os memorandos de entendimento no âmbito do Morabeza Innovation Project (MiP), no valor de 12 milhões de euros que marca novo ciclo de apoio ao empreendedorismo tecnológico.
O acordo, segundo uma nota publicada na página do Governo de Cabo Verde, visa o início da operacionalização da componente de financiamento do projecto, um momento relevante para o ecossistema nacional de inovação, que vai além da disponibilização de recursos financeiros, ao apostar na criação de condições para que jovens e empresas cabo-verdianas possam criar, crescer e competir à escala global.
“Hoje assinamos um pacote inicial de quase 12 milhões de euros, equivalente a mais de um milhão de contos. Além deste valor, há 24 milhões de euros disponibilizados pelo Banco Africano de Desenvolvimento e um novo pacote, em negociação com a União Europeia, de mais de 60 milhões de euros, totalizando quase 80 milhões”, indicou o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças cabo-verdiana, Olavo Correia, ao presidir a cerimónia de assinatura dos memorandos de entendimento.
O governante referiu que estes montantes somam-se mais de 20 milhões de euros do Banco Mundial, elevando o total para cerca de 100 milhões de euros. Os recursos adicionais serão mobilizados para apoiar startups e fortalecer o ecossistema de base tecnológica em Cabo Verde.
“O objectivo é gerar mais e melhores empregos, qualificados e sustentados pela inovação e pela economia digital. Com governação orientada para resultados, o país consolida as bases para acelerar a sua transformação e alcançar novos níveis de crescimento, rendimento e bem-estar”, disse o ministro das Finanças.
Olavo Correia afirmou ainda que a ambição do Governo é afirmar Cabo Verde como uma nação diaspórica e digital, valorizando o talento, o conhecimento e as ligações globais do país, em particular através da diáspora.
No entanto, sublinhou que preparar os jovens para os desafios de uma economia global exige investimento em formação, acesso a oportunidades e um ambiente favorável à criação de mercados.
O governante destacou que a transição digital assume um papel central, com foco num Estado e numa economia orientados por dados, com serviços públicos modernos, interoperáveis e centrados no cidadão e nas empresas.
“Identidade digital, assinatura digital, pagamentos digitais e interoperabilidade são pilares essenciais para reduzir burocracia, acelerar processos e criar oportunidades para soluções desenvolvidas por startups nacionais”, sustentou.
Com esta iniciativa, explicou, entram em funcionamento instrumentos de financiamento como o Banco do Jovem e da Mulher, executado pela Pró-Empresa, bem como o Fundo SALTO e o Fundo de Inovação Digital, ambos executados pela Pró-Capital, orientados para o apoio ao empreendedorismo, à inovação e às empresas de base tecnológica.
Em paralelo, acrescentou Olavo, a mobilização de recursos e o reforço das estruturas para posicionar Cabo Verde como um laboratório de soluções digitais com potencial de exportação.




