As verbas do Fundo Mais, criado pelo Governo de Cabo Verde para apoio social aos mais vulneráveis, vão aumentar 13% este ano, de acordo com dados oficias.
A maior parcela, de 80%, é dedicada ao Rendimento Social de Inclusão (RSI) e vai encaminhar 628 milhões de escudos (5,6 milhões de euros) para famílias em situação de pobreza extrema.
Os restantes 20%, cerca de 157 milhões de escudos (1,4 milhões de euros), são destinados a projectos de cuidados e de reforço da protecção social, “priorizando as famílias monoparentais, especialmente chefiadas por mulheres, jovens fora de educação, formação e mercado de trabalho”, entre outros, lê-se na resolução do Conselho de Ministros, publicada na Sexta-feira.
Em relação a 2025, a lista de projeCtos é maior, incluindo uma iniciativa de reabilitação de habitações, que passa a representar o terceiro maior financiamento, logo depois do funcionamento de 13 centros sociais e de dia e actividades de emancipação económica de famílias vulneráveis.
No documento reafirma-se que “erradicar a pobreza extrema até 2026 é um compromisso do Governo de Cabo Verde, assumido no âmbito da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) de não deixar ninguém para trás”. O Fundo Mais foi criado em 2023 para o financiar projectos, actividades e políticas sociais de protecção aos grupos mais vulneráveis, visando, sobretudo, a eliminação da pobreza extrema.
Os recursos, diz a Lusa, são provenientes de parte das receitas do Fundo de Sustentabilidade Social do Turismo, a que acrescem uma percentagem das receitas de privatizações e concessões.





