O ministro dos Transportes de Angola, Ricardo D’Abreu, considerou esta Terça-feira, 20, que a fábrica de montagem de automóveis do Grupo Opaia, localizada na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, constitui um marco industrial do sector social e político.
Ao discursar na abertura da inauguração do Complexo Industrial de Montagem de Veículos Automóveis, o governante disse que com este projecto é um sinal claro de que a Angola sabe planear, executar e que está focada em resultados.
“Temos no sector já outros exemplos industriais a nível naval e estamos a desafiar a indústria aeronáutica para se vir localizar no nosso país. Com a aprovação da revisão do regulamento específico sobre a actividade do negócio dos veículos automóveis e suas componentes, iremos introduzir disposições de incentivo e protecção para a actividade de montagem ou fabricação de veículos motorizados e suas componentes em Angola”, salientou.
Ricardo acrescentou que o maior incentivo que podem dar será a preferência daquilo que é nacional, feito em Angola pelos principais consumidores destes meios, sejam eles públicos e privados. “E é assim que se constrói o desenvolvimento. Com visão, com decisão e com capacidade de fazer acontecer”, sublinhou.
Segundo o ministro dos Transportes, o projecto industrial reflete uma decisão estratégica de soberania produtiva, pois o mesmo vem dotar o país de capacidade interna para fabricar e montar meios que asseguram a mobilidade colectiva.
Para o governante, a pressão crescente sobre o sector dos transportes, resultante do crescimento demográfico, da expansão urbana e da intensidade das deslocações diárias, não se resolve apenas com planeamento ou aquisição pontual de frotas.
“Resolve-se com capacidade produtiva instalada no país, com continuidade de oferta e com uma cadeia de valor nacional que sustente essa capacidade ao longo do tempo”, salientou D´Abreu, garantindo que a produção local de veículos automóveis, a começar pela montagem de autocarros, veículos ligeiros e comerciais, responde exatamente a essa lógica.

Por sua vez, ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano parabenizou Angola pelo caminho que o país vem desenvolvendo, no crescimento da sua economia, investigação, industrialização e, salientou que, são estas iniciativas que são dadas aos impulsos, às políticas de estímulo, ao desenvolvimento económico que, portanto, fazem e dão todo o propósito ao percurso que o país ambiciona.
“Temos uma economia mais forte, integrada e moderna. Portanto, saímos daqui com esta nota muito positiva do trabalho e a confiança que os investidores, e no caso, sobretudo, investidores nacionais, vão depositando na nossa economia”, disse Massano.
De acordo com o governante, Angola já tive experiências de montagem de viaturas, mas que não foram muito bem-sucedidas.
“O que temos aqui ficamos com esta sensação de ser algo mais bem estruturado, desde logo o facto de os investidores nacionais, do ponto de vista tecnológico, terem encontrado parceiros de referência para os variados segmentos da indústria automóvel que se propõem desenvolver”, afirmou.
O ministro de Estado para a Coordenação Económica destacou também os postos de trabalho criados numa primeira fase que conta com 1.500 e prevê-se um alargamento para cerca de 3.500 trabalhadores, sublinhando que se trata de mão-de-obra nacional, a maioria jovem.
José disse ter verificado igualmente o potencial dos equipamentos em montagem na fábrica, referindo que o modelo das viaturas que os promotores entenderam desenvolver têm grande possibilidade de integrar componentes de produção local.
“Vimos, por exemplo os autocarros, que vai ser possível ter os bancos e pavimentos feitos aqui em Angola, e vamos também fazendo esta integração e pensamos que no modo como está desenhado é uma solução integrada que nos dá também esta perspetiva de sustentabilidade no médio e longo prazo”, assinalou, realçando que o executivo vai continuar a potenciar a produção e iniciativas locais.





