O Presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, reuniu recentemente, com os bispos que compõem a Conferência Episcopal Nacional, com o objectivo de coordenar os preparativos para a próxima visita do Papa Leão XIV ao país.
Segundo um comunicado do Governo guineense, a reunião, que durou mais de seis horas, insere-se no âmbito dos preparativos para a comissão conjunta governo-igreja, como é tradição do país.
O chefe de Estado expressou suas impressões sobre esta dupla visita do Papa: pastoral, como líder da Igreja e política.
“A Guiné Equatorial está habituada a receber dignitários, por isso a população será mobilizada para dar ao Santo Padre a grande recepção que ele merece, para que ele deixe uma boa impressão do povo e do nome da Guiné Equatorial a nível internacional”, explicou o principal responsável do país.
A respeito da chegada do Santo Padre, o presidente da Conferência Episcopal, Juan Domingo Beka Esono Ayang afirmou ser um momento de graça e alegria para o povo, que poderá vivenciar novamente a presença do Santo Padre após 44 anos.
Nesse sentido, Juan Domingo Beka Esono Ayang também exortou os fiéis católicos em geral a se prepararem espiritualmente, enfatizando que este anúncio envolve três verbos-chave: preparar, receber e vivenciar esta visita pastoral da Santa Sé.
Estavam presentes no encontro, Juan Domingo Beka Esono Ayang, os líderes da Igreja Católica na Guiné Equatorial que vieram não só para anunciar e confirmar a chegada do Papa Leão XIV, mas também para coordenar com o chefe de Estado e o primeiro-ministro Coordenador da Administração, Manuel Osa Nsue, os preparativos para um evento tão importante.
“Como vocês devem se lembrar, em 18 de Fevereiro de 1982, o Papa João Paulo II chegou à Guiné Equatorial pela primeira vez, marcando um momento histórico para a Igreja no país. Sua chegada foi um evento significativo, pois ele foi o único Papa a visitar a Guiné Equatorial, e seu objectivo era encorajar o povo cristão na fidelidade a Cristo e à Igreja, lembra o documento.
Durante sua estadia, recorda ainda o comunicado, o Papa se encontrou com o Presidente da República, Obiang Nguema Mbasogo, e celebrou a Missa em Bata, onde a Eucaristia foi oficialmente instituída.
“Sua visita foi uma mensagem de paz e reconciliação e é considerada um milagre para o país, que desde então tem evoluído e prosperado”, sublinha.
De acordo o documento, após a sua morte, o Governo e a Igreja da República da Guiné Equatorial sempre mantiveram excelentes relações com o Vaticano, apresentaram formalmente o pedido para acolher outra visita papal e sempre trabalharam sob a protecção espiritual dos sucessores de São João Paulo II.
É nesse sentido, salienta, que o líder guineense tem feito sucessivas viagens à Santa Sé, reunindo-se com os chefes de Estado do Vaticano.





