O Governo da Guiné Equatorial está a apoiar a implementação do Acordo sobre a Livre Circulação de Mercadorias em África, para o fluxo comercial e o crescimento económico.
Durante o Fórum dos Amigos da Área de Livre Comércio Continental Africana (AFCFTA), uma reunião que congregou Chefes de Estado, ministros, directores executivos e líderes de organizações internacionais, em Davos, na Suíça, para apoiar a implementação da AFCFTA por meio de colaborações público-privadas, Nguema Obiang Mangue, vice-presidente da Guiné Equatorial explicou as razões que estão a atrasar a implementação desse acordo.
Segundo um comunicado publicado no website da Presidência da Guiné Equatorial, o objectivo do evento era fornecer uma visão prospectiva sobre como o Protocolo de Comércio Digital da AFCFTA harmonizará as regras do comércio electrónico na África, destacando as oportunidades para investimento e inovação do sector privado para acelerar a economia digital do continente.
O representante do governo reconheceu que a Guiné Equatorial passou por uma profunda transformação nas últimas décadas, investindo mais de 26 mil milhões de dólares em infraestrutura estratégica. Esse investimento posicionou o país para oferecer equipamentos de ponta, tanto para o continente africano quanto para o mundo em geral.
A este respeito, como exemplo, Nguema Obiang Mangue detalhou que, em termos de logística, a Guiné Equatorial oferece oito portos modernos, incluindo terminais de águas profundas e cinco aeroportos internacionais, o que posiciona o país como o centro natural da África Central.
Em termos de energia, o país possui cobertura nacional de 95%; já em conectividade, a Guiné Equatorial oferece mais de 1.700 quilômetros de cabos de fibra óptica e uma conexão com cabos submarinos que já cobre 97% dos municípios.
No entanto, ele reconheceu que, apesar da disposição da Guiné Equatorial em se abrir completamente à livre circulação, as autoridades devem continuar a ajustar o setor de segurança para limitar as acções terroristas que o continente sofre.
Por fim, o político da Guiné Equatorial informou ao público que essa base institucional de que desfruta a Guiné Equatorial não é fruto do acaso, mas sim resultado de um planejamento sistemático liderado pelo Presidente Obiang Nguema Mbasogo, para garantir que a integração económica africana se torne uma realidade de investimento e emprego.





