Angola reafirma posição como destino seguro e atractivo para o investimento petrolífero em África

Angola reafirma a sua posição como destino seguro e atractivo para o investimento petrolífero em África, com uma carteira de projectos estimada em 70 mil milhões de dólares, regimes flexíveis para blocos, compromisso com a reabilitação de campos maduros e oportunidades de parceria abundantes. A informação foi avançada esta Terça-feira, em Luanda, pelo secretário de…
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O país conta com uma carteira de projectos estimada em 70 mil milhões de dólares, regimes flexíveis para blocos, compromisso com a reabilitação de campos maduros e oportunidades de parceria abundantes.
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Angola reafirma a sua posição como destino seguro e atractivo para o investimento petrolífero em África, com uma carteira de projectos estimada em 70 mil milhões de dólares, regimes flexíveis para blocos, compromisso com a reabilitação de campos maduros e oportunidades de parceria abundantes.

A informação foi avançada esta Terça-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, durante a apresentação oficial da Angola Oil & Gas Conference 2026, evento que se afirma cada vez mais como plataforma estratégica para o alinhamento entre o Governo de Angola, os operadores nacionais e internacionais e demais investidores do sector petrolífero e energético global.

José Barroso ressaltou que Angola entra numa fase decisiva de crescimento e consolidação do sector petrolífero e do gás, recordando o lançamento das bases, que vão permitir este ano converter projectos em produção e em impacto económico real.

O país, segundo uma nota, regista um forte progresso em upstream e produção, com projectos emblemáticos como o Consórcio Novo Gás, que avança no desenvolvimento do primeiro gás não associado de Angola. Entre os projectos offshore destacam-se o Begonia e o Agogo Integrated West Hub Development (IWH), operados, respectivamente, pela TotalEnergies Angola e pela Azul Energy, sendo que o Agogo já atingiu marcos relevantes de execução.

“Estamos a assistir a um regresso significativo à exploração onshore, com aquisição sísmica e perfuração nos blocos do Baixo Congo e Kwanza, abrindo novas oportunidades de produção e diversificação da base petrolífera do país,” acrescentou José Barroso.

Já no segmento downstream, o investimento está a reforçar a oferta doméstica e a industrialização, com destaque para a entrada em operação da Refinaria de Cabinda e os progressos do projecto da Refinaria do Lobito, cujo início de produção está previsto para 2027.

“Estes investimentos consolidam a posição de Angola como hub energético regional, sublinhando ao mesmo tempo a necessidade de contínuo investimento. Angola mantém um ambiente de investimento competitivo e credível, atraindo tanto grandes operadores internacionais como novos participantes com capital, tecnologia e experiência”, disse.

A ronda de licitações iniciada em 2025, sustentou, oferece novas concessões offshore nos blocos do Kwanza e Benguela, reforçando oportunidades para operadores já consolidados e para novos investidores.

“O momento é de transformar recursos em produção, produção em receitas e receitas em desenvolvimento nacional. Angola está aberta, pronta e com todas as condições para garantir investimentos sólidos e rentáveis. 2026 será o ano para mobilizar, investir e definir os próximos 50 anos do nosso sector energético”, assegurou.

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