A antiga ministra dos Petróleos de Angola e primeira Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Albina Assis Africano, disse esta Quinta-feira, 29, em Luanda, que a inclusão feminina no sector de petrolífero só é possível se haver formação para mulheres e homens ao mesmo nível.
Albina Assis falava no painel “Pioneiras do Progresso: Experiência, Liderança e Inspiração”, discutido no “Legado ao Futuro: 50 anos de Contribuição Feminina no Sector Petrolífero, o Legado, o Presente e o Futuro, certame promovido pela Muhatu Energy Angola.
“Não é ter lugar por ser mulher, é ter lugar por mulher com competência. Sempre insisti neste ponto. As mulheres do sector petrolífero têm sabido cumprir esta premissa. Às vezes, nós discutimos, mas é preciso formação. Foi exactamente neste sentido que fiz o maior programa de bolsa de estudo, em colaboração da Sonangol”, assegurou.
Durante a sua intervenção, Albina Assis sublinhou que liderou com humildade, consciência e respeito, lembrando que acima dos conflitos que vivenciou, esteve o país.
“O meu patamar importante foi transformar o sector petrolífero como um sector de desenvolvimento. Hoje a Sonangol pode se orgulhar daquilo que é, porque hoje trabalha em quase todos os blocos. Nós sabemos direccionar a nossa actividade petrolífera. Conseguimos contornar os problemas e avançar, ao ponto de termos a Angola LNG, que foi uma grande vitória para mim, enquanto ministra dos petróleos”.
A antiga PCA da Sonangol afirmou que sempre advertiu os operadores a não continuar a queimar petroleio, pois estavam a queimar dinheiro.

Já a administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e diectora da Muhatu Energy Angola, Nicola Mvuayi, disse que o objectivo principal da rede não é só promover a inclusão, mas que haja uma mudança a nível da cultura das empresas que actuam no sector petrolífero.
“A inclusão traz inovação e a inovação traz mais eficiência, progresso e desenvolvimento. Contratem cada vez mais mulheres e que apostemos no talento feminino”, acrescentou.
Actualmente, de acordo com a responsável, a percentagem de mulher no sector petrolífero é de 21%. “Tivemos uma grande evolução, há cinco anos eramos cerca de 11%. Temos estado a aumentar e isso só é possível através de programas de capacitação, que visam inspirar as novas gerações”, recordou.
“Do Legado ao Futuro: 50 anos de contribuição feminina no sector petrolífero”, foi uma celebração que assinalou o papel histórico, actual e futuro das mulheres na indústria de energia e minas em Angola.
O encontro reuniu figuras de destaque do sector, autoridades, líderes institucionais, profissionais seniores e jovens talentos que têm contribuído para a construção e evolução deste segmento estratégico ao longo das últimas cinco décadas.
O evento incluiu ainda momentos de homenagem, reflexões sobre o legado feminino na indústria, debates sobre o presente e perspectivas para o futuro da participação das mulheres no sector.





