População asiática cresce em Cabo Verde desde 2010, africanos continuam a liderar – estudo

 Um relatório sobre a população estrangeira em Cabo Verde revelou que, desde 2010, a população asiática tem crescido de forma contínua, sendo o único grupo regional sem quebras, e os africanos continuam a liderar em termos de proveniência. "O relatório destaca o aumento da população estrangeira e a proveniência é maioritariamente dos países africanos". Há…
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O documento aponta ainda que, em 2000, havia 4.661 estrangeiros no país, número que subiu para 10.875 em 2021, principalmente da Guiné-Bissau, Senegal, Portugal, São Tomé e Príncipe e Angola.
Economia

 Um relatório sobre a população estrangeira em Cabo Verde revelou que, desde 2010, a população asiática tem crescido de forma contínua, sendo o único grupo regional sem quebras, e os africanos continuam a liderar em termos de proveniência.

“O relatório destaca o aumento da população estrangeira e a proveniência é maioritariamente dos países africanos”. Há também “uma certa diversificação a partir de 2010. Até esta altura, os dados eram maioritariamente de imigrantes que vinham do continente africano e do continente europeu. A partir daí, os asiáticos começam a aumentar e é o único grupo em termos de proveniência regional que não tem quebra ao longo desses 20 anos”, afirmou a presidente da Alta Autoridade para a Imigração (AAI), Carmem Barros.

A responsável falava na cidade da Praia, à margem da reunião do Conselho Nacional da Imigração (CNI), que incluiu a apresentação do segundo relatório sobre a População Estrangeira e Imigrante (REPEI).

Segundo o documento, o grupo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) é o maior em termos de proveniência regional, enfrentando problemas relacionados com a permanência regular.

O documento aponta ainda que, em 2000, havia 4.661 estrangeiros no país, número que subiu para 10.875 em 2021, principalmente da Guiné-Bissau, Senegal, Portugal, São Tomé e Príncipe e Angola.

Entre 2020 e 2024, foram emitidos 3.892 vistos e 12.542 títulos de residência, além de 3.375 nacionalidades concedidas, sobretudo a cidadãos do Senegal, Nigéria, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Portugal.

O relatório, diz a Lusa, inclui ainda informações sobre acesso à segurança social, educação e formação profissional, permitindo acompanhar a evolução da população estrangeira e os efeitos de medidas como a regularização extraordinária de 2022.

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