Faleceu Amélia Araújo combatente da luta pela Independência da Guiné e Cabo Verde

Nasceu em Angola em 1933, filha de pai caboverdiano e de mãe angolana. Ali fez os estudos primários e secundários, até partir para Portugal para prosseguir o ensino superior. Seria em Portugal já casada com José Araújo (na época perseguido pela PIDE) que Amélia tomo contacto com os movimentos independentistas das ex-colónias. Nesse contexto, partem…
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Morreu hoje, na cidade da Praia, aos 92 anos, Amélia Araújo, histórica combatente da liberdade e voz da Rádio Libertação durante a luta pela independência de Cabo Verde e da Guiné-Bissau. Conhecida como “Maria Turra”, foi uma das figuras centrais da mobilização ao serviço do PAIGC.
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Nasceu em Angola em 1933, filha de pai caboverdiano e de mãe angolana. Ali fez os estudos primários e secundários, até partir para Portugal para prosseguir o ensino superior.

Seria em Portugal já casada com José Araújo (na época perseguido pela PIDE) que Amélia tomo contacto com os movimentos independentistas das ex-colónias. Nesse contexto, partem ambos para o Gana,  numa tentativa de chegarem à Guiné Conacri e se juntarem ao MPLA.

Porém, em 1964 Amélia Araújo conhece Amílcar Cabral que a mobiliza para se juntar ao PAIGC e à luta pela independência de Cabo Verde e da Guiné Bissau. Começou a trabalhar, diretamente com Cabral no secretariado do partido em Conacri, mas em 1966 partia para Moscovo, ex URSS, para fazer uma formação em rádio.

Terminada a formação, Amélia consegue levar para Conacri um transmissor de onda curta e assim nascia a Rádio Libertação, um dos mais importantes instrumentos de comunicação das tropas guerrilheiras. Aos microfone da rádio, Amélia Araújo, “Maria Turra”,  como era chamada pelos  militares portugueses, transmitia palavras de ordem, informações e discursos de incentivo que foram determinadas na mobilização de jovens para a luta armada.

Em 2015, Amélia Araújo foi condecorada com o Primeiro Grau da Medalha de Serviços Distintos pelo, Governo de Cabo Verde, à época liderado por José Maria Neves.

Na sua página no Facebook, José Maria Neves, atual Presidente da República escreveu: “Presto a minha homenagem à Combatente, que se armou até aos dentes, literalmente, para, por palavras, lutar contra a subjugação e deu tudo de si para a reconstrução de Cabo Vede, no pós-independência”.

Amélia Araújo faleceu hoje na cidade da Praia, onde residia, aos 92 anos.

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