A consultora Oxford Economics reviu em alta a previsão de inflação para Angola este ano, estimando agora uma subida média dos preços de 13,6%, uma subida de 0,4 pontos face à estimativa anterior.
“Projectamos agora que a inflação será, em média, de 13,6% em 2026, o que é 0,4 pontos percentuais acima da nossa projecção anterior de 13,2%”, escrevem os analistas num comentário à subida dos preços em Janeiro.
No comentário enviado aos clientes, os analistas do departamento africano desta consultora britânica apontam que “a redução das reservas cambiais poderá levar a uma ligeira desvalorização da moeda em 2026, uma vez que o Governo não consegue intervir adequadamente no mercado cambial para estabilizar o kwanza”.
Estes efeitos, acrescentam, vão empurrar os preços para cima, “abrandando o processo geral de desinflação”, o que força uma revisão da previsão de evolução dos preços em 2026 para 13,6%. Ainda assim, o aumento dos preços é significativamente mais baixo do que o registado nos últimos anos, depois de ter atingido o pico acima de 30% em 2023 e de ter terminado o ano de 2025 com uma subida média de 20,38%, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano.
“A inflação continuará a diminuir em 2026 devido a uma taxa de câmbio relativamente estável, uma política monetária restritiva e efeitos de base favoráveis”, afirma a Oxford Economics, salientando que “os efeitos retardados dos cortes nos subsídios aos combustíveis do ano passado atingiram o pico em Setembro de 2025” mas, apesar disso, “as quedas incrementais mais baixas na inflação dos preços dos transportes nos últimos meses sugerem que a dissipação destes efeitos está a chegar ao fim”.
Esta descida “mais lenta dos preços dos transportes, ou mesmo uma ligeira inflação, pode abrandar o processo geral de desinflação” este ano em Angola, concluem. A inflação em Angola, diz a Lusa, desacelerou para 14,56% em Janeiro, menos 1,13 pontos percentuais em relação a dezembro de 2025 e uma redução homóloga de 11,92 pontos percentuais, anunciou o INE angolano no princípio de Fevereiro.




