O volume de prémios mediados em Angola atingiu cerca da 70,8 milhões de euros (77,7 mil milhões de kwanzas), em 2025, dos quais 69 milhões de euros (76,3 mil milhões de kwanzas) no ramo Não Vida e 920 mil euros (1,4 mil milhões de kwanzas) no ramo Vida, informou esta Quarta-feira, 25, em Luanda, o secretário de Estado das Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos.
Ao discursar na 1ª. Conferência Bimestral “O papel da Mediação de Seguros para o Desenvolvimento do Mercado Angolano”, o Ottoniel dos Santos explicou que os ramos mais mediados distribuem-se em doenças com 54%, diversos 12%, acidentes 11% e automóvel 6%.
Segundo o responsável, o total de comissões ascendeu a 9 milhões de euros (10,2 mil milhões de kwanzas), sendo 98,01% concentrados no segmento Não Vida.
“Estes dados revelam dinamismo e crescimento, mas evidenciam igualmente uma elevada concentração por ramos e uma ainda limitada expressão do segmento Vida — o que constitui um desafio estratégico para o aprofundamento do mercado e para o reforço da poupança de longo prazo”, disse.
No entanto, ressaltou que, a taxa de penetração do seguro em Angola situa-se actualmente em torno de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), mas está ainda abaixo da média africana. Este indicador, salientou Santos, não representa apenas uma limitação estatística —representa, sobretudo, um amplo espaço de expansão estruturada, sustentável e inclusiva do sector.
Ottoniel dos Santos realçou ainda que os números do mercado de mediação, reportados a 2025, ilustram simultaneamente progresso e desafio, Angola conta com 4.963 mediadores singulares registados — sendo 2.809 do sexo masculino e 2.154 feminino, bem como 75 mediadores colectivos.
“Estes profissionais constituem a principal força de capilaridade territorial do seguro, desempenhando um papel determinante na aproximação entre as seguradoras e os tomadores de seguros”, indicou.
De acordo com o secretário de Estado das Finanças e Tesouro, a mediação de seguros ocupa um lugar central nesta estratégia e é através do mediador que o seguro se transforma de conceito técnico em instrumento concreto de protecção.
“O mediador é, em muitos casos, o primeiro ponto de contacto do cidadão com o sistema financeiro formal e desempenha um papel pedagógico insubstituível na promoção da literacia seguradora”, disse, referindo que o crescimento do sector exige equilíbrio e responsabilidade.





