O Governo são-tomense apresentou uma estratégia que prevê a criação de um Comité para promover a emigração consciente e dar resposta a “muitos pedidos” de cidadãos que querem regressar ao país, mas não têm meios.
O documento foi elaborado pela Direcção das Comunidades, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade de São Tomé e Príncipe e será submetido ao Conselho de Ministros para aprovação.
Segundo o director das comunidades, Nilson Lima, a estratégia visa consciencializar as pessoas, os cidadãos, antes de imigrar, quais são os benefícios que poderão ter e quais são as dificuldades que poderão ter, caso essa imigração não seja de forma responsável, consciente e humanizada.
“A estratégia não é impedir ninguém de sair, estamos num país democrático, todos saímos e entramos”, disse Nilson Lima.
O documento apresentado numa sessão pública na Universidade de São Tomé e Príncipe, explicou o responsável, contém vários eixos e inclui “medidas e políticas” para a sua execução, promovendo sobretudo a informação.
“Muitas das vezes os nossos cidadãos, quando se deslocam, saem sem nenhum conhecimento prévio do país do destino. Então a estratégia visa transmitir mais informações, mais conhecimento do país em que a pessoa escolhe para emigrar”, sublinhou.
De acordo com Lima, outra questão “mais sensível”, que deverá encontrar resposta na estratégia “é o fracasso imigratório” dada a falta de políticas para repatriamento de são-tomenses que passam por maiores dificuldades no estrangeiro.
“A estratégia visa também criar mecanismos, criar políticas, criar condições para que haja um retorno mais aceitável, mais adequado para qualquer cidadão são-tomense que esteja no estrangeiro”, disse.
Sem precisar dados concretos, segundo a Lusa, Nilson Lima disse que o Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe tem recebido cada vez mais pedidos de são-tomenses que querem regressar ao país e alguns pedidos já foram concretizados com intervenção do ministério.





