Cabo Verde prepara-se para alcançar um marco histórico no sector da saúde, com a realização do primeiro transplante renal no país, cuja cirurgia está prevista para o próximo dia 24 de Março de 2026, no Hospital Universitário Dr. Agostinho Neto, na cidade da Praia, anunciou o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo.
“Mas o Hospital Dr. Baptista de Sousa, em S. Vicente, está preparado para acolher esta importante cirurgia que marcará a história da medicina em Cabo Verde”, sublinha o governante cabo-verdiano.
Segundo Jorge Figueiredo, a concretização do primeiro transplante renal no país, simboliza um passo decisivo na autonomia clínica de Cabo Verde e na melhoria da resposta aos doentes renais crónicos, reduzindo a necessidade de evacuações para o exterior.
O governante disse que, o país encontra-se na fase final de preparação técnica e organizacional para esta intervenção cirúrgica inédita, que representa um avanço significativo na capacidade do sistema nacional de saúde.
O ministro considerou histórico esse momento, uma vez que reflecte o investimento contínuo na qualificação de profissionais, no reforço de equipamentos e na elevação dos padrões técnicos do serviço público de saúde.
As equipas, informou, estão em plena discussão interna sobre algumas questões de novas terapêuticas e medicamentos que têm que ser garantido e testagem previamente dos equipamentos específicos que já se encontram em Cabo Verde, para se poder arrancar com o processo.
Disse ainda que, neste momento, já existe em Cabo Verde, cerca de 12 pacientes alvos de estudo e que já reúnem as condições para serem alvo da intervenção nos próximos tempos e adiantou, no entanto, que o objectivo é realizar cerca de 20 transplante renal durante o ano de 2026.
“Cada transplante realizado com sucesso reduzirá substancialmente os custos com a hemodiálise, nomeadamente reduz em 50% o custo da continuação de tratamento.
Quanto a equipa que irá realizar esta intervenção, o ministro garantiu que será uma equipa composta por especialistas portugueses e cabo-verdianos, liderado pelo cirurgião Vascular Português, Norton de Matos, e, paulatinamente, as equipas nacionais passaram a assumir a liderança do processo.





