São Tomé e Príncipe acolhe fórum africano para impulsionar investimentos nos pequenos Estados insulares

São Tomé e Principe acolhe, desde Terça-feira, 03, o Fórum Africano de Soluções e Investimentos para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), uma iniciativa promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que reúne líderes políticos, investidores e parceiros internacionais em torno de estratégias de desenvolvimento sustentável. O encontro…
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Arquipélago recebeu líderes africanos, investidores e parceiros internacionais num fórum promovido pela FAO para impulsionar investimentos em segurança alimentar e economia azul nos pequenos Estados insulares, que termina nesta Sexta-feira, 06.
Economia

São Tomé e Principe acolhe, desde Terça-feira, 03, o Fórum Africano de Soluções e Investimentos para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), uma iniciativa promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que reúne líderes políticos, investidores e parceiros internacionais em torno de estratégias de desenvolvimento sustentável.

O encontro que encerrou nesta Quinta-feira, 06, posiciona o país como plataforma de diálogo e mobilização de investimentos para os pequenos Estados insulares africanos, num momento em que estes países procuram soluções estruturais para enfrentar vulnerabilidades económicas, climáticas e alimentares.

Sob o lema da “Transformação e Resiliência”, o fórum pretende identificar oportunidades de investimento capazes de transformar fragilidades estruturais em motores de crescimento, sobretudo através de projectos ligados à segurança alimentar, agricultura sustentável e economia azul.

O Primeiro-Ministro e Chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, presidiu a abertura oficial do certame, tendo sublinhado, na sua intervenção, a necessidade de acelerar políticas e investimentos que garantam o direito à alimentação adequada, defendendo que o continente africano precisa de reforçar a sua capacidade produtiva.

Segundo o chefe do governo são-tomense, o fórum representa um passo importante para mobilizar soluções concretas capazes de reduzir a pobreza e a fome, através da modernização dos sistemas agrícolas e da promoção de modelos de produção mais resilientes.

A segurança alimentar continua a ser um dos maiores desafios para os pequenos Estados insulares africanos, muitos dos quais dependem fortemente das importações para satisfazer as necessidades alimentares das suas populações

Realizado no âmbito da iniciativa Hand-in-Hand da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, o evento reúne decisores políticos, instituições multilaterais, investidores e parceiros de desenvolvimento.

A iniciativa procura acelerar projectos estruturantes nos pequenos Estados insulares, que enfrentam desafios específicos como a vulnerabilidade climática, limitações logísticas e forte dependência das importações alimentares.

O fórum surge num momento em que organizações internacionais e investidores procuram novos modelos de desenvolvimento resiliente para economias insulares, apostando em sectores com elevado potencial de crescimento, como a agricultura sustentável, a pesca, a aquacultura e as cadeias de valor ligadas ao mar.

Segurança alimentar no centro da agenda

Durante o encontro, representantes da FAO destacaram o potencial dos pequenos Estados insulares africanos como “laboratórios de inovação” para soluções de desenvolvimento sustentável.

Segundo a organização, estes países podem desempenhar um papel relevante na experimentação de novos modelos agrícolas, tecnologias de produção alimentar e estratégias de gestão sustentável dos recursos marinhos, capazes de gerar impactos concretos nas comunidades locais.

Para investidores e parceiros internacionais, a combinação entre agricultura sustentável, economia azul e inovação tecnológica abre espaço para novos projectos capazes de fortalecer a resiliência económica destas economias e estimular a criação de emprego.

Outro eixo central do fórum é o desenvolvimento da economia azul, sector considerado estratégico para os pequenos Estados insulares, devido à sua forte ligação ao mar e aos recursos marinhos.

Especialistas apontam que investimentos em pesca sustentável, aquacultura, logística marítima e transformação de produtos do mar poderão desempenhar um papel decisivo na diversificação económica destes países.

Num contexto global marcado pelas alterações climáticas e pela crescente pressão sobre os sistemas alimentares, iniciativas como este fórum procuram ligar políticas públicas, financiamento internacional e investimento privado, com o objectivo de transformar desafios estruturais em oportunidades de crescimento sustentável.

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