Moçambique pretende realizar recenseamento piloto do censo de 2027 em Agosto deste ano

Moçambique vai realizar em Agosto de 2026 um recenseamento piloto da população, para assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, anunciou esta Segunda-feira, 09, em Maputo, a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE) daquele país, Eliza Magaua. "Importa referir que o licenciamento piloto do censo…
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"A informação recolhida nesta fase permitirá preparar com rigor a etapa final do licenciamento, que está prevista para decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027", avançou a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique, Eliza Magaua.
Economia

Moçambique vai realizar em Agosto de 2026 um recenseamento piloto da população, para assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, anunciou esta Segunda-feira, 09, em Maputo, a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE) daquele país, Eliza Magaua.

“Importa referir que o licenciamento piloto do censo de 2027 terá lugar no mês de Agosto deste ano. Esta fase é de extrema importância na medida em que permitirá avaliar e validar os questionários, os sistemas tecnológicos, os procedimentos operacionais e a organização do trabalho de campo”, disse, a presidente do INE, durante o lançamento da cartografia para a operação de 2027.

De acordo a responsável, esta fase vai permitir assegurar também que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional, avaliado em pouco mais de 96,2 milhões de euros, em que o Banco Mundial já garantiu o financiamento inicial de 11 milhões de euros.

“A informação recolhida nesta fase permitirá preparar com rigor a etapa final do licenciamento, que está prevista para decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027”, avançou, acrescentando que com a colaboração de todos, este recenseamento demográfico será um marco histórico na modernização das estatísticas em Moçambique.

Aos agentes cartógrafos que nos próximos meses estarão no terreno, Eliza Magaua pediu dedicação, profissionalismo, disciplina e elevado sentido de responsabilidade, bem como o respeito e cordialidade no contacto com as comunidades e com os agregados familiares, reiterando ainda que a colaboração da população será igualmente essencial para o sucesso da operação.

“Gostaria, igualmente, de apelar à colaboração de todos, autoridades administrativas, líderes comunitários, organizações da cidade civil, partidos políticos e cidadãos, para que recebam e apoiem os agentes cartógrafos no exercício das suas funções”, acrescentou.

Segundo a Lusa, o director Nacional de Políticas Económicas e Desenvolvimento, Teles Huo, recordou na ocasião que o censo de 2027 será particularmente relevante para Moçambique, já que será o primeiro totalmente digital a ser realizado no país, representando um avanço significativo.

“Quarenta e seis anos depois, teremos então um censo totalmente digital. É, de facto, um avanço importante a ser sinalizado e isto mostra que estamos também a apostar neste campo”, destacou.

Acrescentou que os dados que resultarão deste exercício serão fundamentais para apoiar a formação de políticas públicas, orientar a planificação territorial e reforçar a monitorização das estratégias de desenvolvimento de memória social, desde o nível local até ao nível nacional.

 

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