“Economia não deve ser vista como ferramenta de lucro”, diz Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV considera que a economia não deve ser vista, simplesmente, como ferramenta de lucro, mas em função do bem-estar da comunidade. Em uma mensagem, dirigida ao Movimento de Empresários e Dirigentes Cristãos, por ocasião do seu centenário de fundação, assinada pelo cardeal Parolin, o Santo Padre exorta o mundo empresarial a oferecer "confiança,…
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Líder da Igreja Católica afirma que os desafios do trabalho, da paz, da justiça social e da protecção da criação estão intimamente interligados e requerem um olhar capaz de colher a sua unidade.
Economia

O Papa Leão XIV considera que a economia não deve ser vista, simplesmente, como ferramenta de lucro, mas em função do bem-estar da comunidade.

Em uma mensagem, dirigida ao Movimento de Empresários e Dirigentes Cristãos, por ocasião do seu centenário de fundação, assinada pelo cardeal Parolin, o Santo Padre exorta o mundo empresarial a oferecer “confiança, empregos estáveis e oportunidades aos jovens”

“Focar no crescimento das pessoas e não apenas no lucro. Em uma época, marcada por profundas mudanças e ampla fragilidade social, a contribuição da fé cristã é fundamental, como proximidade espiritual”, destaca ainda o Pontífice.

Quando a fé é vivida no mundo da economia e dos negócios, diz o Papa  Leão, gera responsabilidade, criatividade e respeito pela dignidade humana. “Os desafios do trabalho, da paz, da justiça social e da protecção da criação estão intimamente interligados e requerem um olhar capaz de colher a sua unidade, para orientar e fazer escolhas autenticamente humanas”, sublinhou.

O papel social de uma empresa, explica ainda o Pontífice, não pode, portanto, ser interpretado apenas “em termos económico”, como uma ferramenta “de produção ou acúmulo”, mas em função de sua capacidade de “promover o que é humano, fortalecer os laços sociais e respeitar a criação”.

O pensamento de Leão XIV, segundo uma nota do Vaticano, volta-se para a posição das novas gerações no mercado de trabalho. Uma economia, nutrida pela fé cristã, pode oferecer-lhes “confiança, oportunidades e empregos estáveis”, como um ato de “responsabilidade e esperança, capaz de prevenir a exclusão e a marginalização”.

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