Mozambique LNG garante contratar 3.900 milhões de euros em serviços a empresas nacionais

O megaprojecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) liderado pela TotalEnergies em Cabo Delgado prevê contratar 3.900 milhões de euros em serviços a empresas em Moçambique e empregar 7.000 moçambicanos, anunciou o consórcio Mozambique LNG. “Dar valor de contrato para a empresa moçambicana é essencial para criar trabalhos para moçambicanos e para fornecer a indústria moçambicana.…
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O megaprojecto de exploração de gás na península de Afungie retomou oficialmente em 29 de Janeiro a construção do unidade de produção e exportação de GNL, suspenso desde Abril de 2021, quando a TotalEnergies acionou a cláusula de ‘força maior’, após ataques extremistas na província de Cabo Delado, norte de Moçambique.
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O megaprojecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) liderado pela TotalEnergies em Cabo Delgado prevê contratar 3.900 milhões de euros em serviços a empresas em Moçambique e empregar 7.000 moçambicanos, anunciou o consórcio Mozambique LNG.

“Dar valor de contrato para a empresa moçambicana é essencial para criar trabalhos para moçambicanos e para fornecer a indústria moçambicana. Isso é absolutamente importante para contribuir para a sustentabilidade da indústria moçambicana”, disse aos jornalistas, em Maputo, o director-executivo do Mozambique LNG à margem da apresentação de oportunidades de negócios a empresas moçambicanas naquele projecto no norte do país.

Jean-Pascal Clémençon destacou a importância do conteúdo local para aquele consórcio de produção de GNL, apontando que na actual fase de construção serão contratados 4.500 milhões de dólares em serviços a fornecedores moçambicanos.

O megaprojecto de exploração de gás na península de Afungie retomou oficialmente em 29 de Janeiro a construção do unidade de produção e exportação de GNL, suspenso desde Abril de 2021, quando a TotalEnergies acionou a cláusula de ‘força maior’, após ataques extremistas na província de Cabo Delado, norte de Moçambique.

Jean-Pascal Clémençon acrescentou que este investimento vai permitir apoiar empresas locais nos próximos nove meses da construção da plataforma, onde já estão a trabalhar, neste momento, pelo menos 4.000 moçambicanos, número que poderá aumentar para até 7.000 funcionários já no pico da construção.

“Podem ver que o conteúdo local é muito importante para o Mozambique LNG”, considerou o director-executivo, assegurando que o projecto prevê produzir gás localmente por 25 anos.

Em causa, diz a Lusa, estão fornecedores nacionais nas áreas de logística e transporte, marinha e ‘offshore’, gestão de instalações e catering, saúde, segurança e ambiente, serviços de emergência e escritórios ou tecnologias de informação e comunicação, entre outros.

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