“Saio do cargo de consciência tranquila deixando uma base forte e segura”, PGR angolano

O Procurador-Geral da República angolano, em fim de mandato, disse que sai do cargo de consciência tranquila, deixando uma base forte e segura para dar continuidade ao trabalho que liderou durante vários anos. “Saio pelo menos com a consciência tranquila de ter feito o possível, de me ter empenhado, de ter sido focado, de ter…
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“Não há nenhum país do mundo que possa dizer que erradicou a corrupção, agora nós temos é que arranjar forma de minimizar essa corrupção e Angola tem feito isso no seu dia a dia, no seu trabalho”, salientou Hélder Pitta Gróz.
Economia

O Procurador-Geral da República angolano, em fim de mandato, disse que sai do cargo de consciência tranquila, deixando uma base forte e segura para dar continuidade ao trabalho que liderou durante vários anos.

“Saio pelo menos com a consciência tranquila de ter feito o possível, de me ter empenhado, de ter sido focado, de ter tido o contributo de uma equipa esplêndida e maravilhosa, que trabalhou comigo durante esses anos”, disse Hélder Pitta Gróz, em declarações à imprensa.

Hélder Pitta Gróz, que falava à margem do lançamento do Plano Estratégico para o Combate aos Crimes contra a Vida Selvagem e Ambientais em Angola, instado a comentar os resultados sobre a luta contra a corrupção, que marcou o seu mandato, referiu que o combate a este mal é eterno.

“Não há nenhum país do mundo que possa dizer que erradicou a corrupção, agora nós temos é que arranjar forma de minimizar essa corrupção e Angola tem feito isso no seu dia a dia, no seu trabalho. Todos os operadores de Justiça têm lutado para isso e não só. Acredito que vai continuar a haver esse esforço muito grande para minimizar essa questão”, salientou.

Segundo o Procurador-Geral da República de Angola, que iniciou o mandato em 2017, tentou fazer o melhor possível, o melhor que a sua capacidade e competência permitiram.

“Isso fiz, dei o melhor de mim. Se por acaso não correspondi às expectativas para as outras pessoas, por um lado, não poderei agradar a todos e, por outro, também não tinha capacidade e competência para fazer tudo ou para dar tudo certo”, vincou.

Relativamente aos processos mais mediáticos que marcaram o seu mandato, Hélder Pitta Gróz disse que houve e haverá sempre processos complexos, uns mais que outros, desejando ver todos concluídos.

O processo da empresária angolana Isabel dos Santos foi um deles e já se encontra em tribunal “há bastante tempo”.

“Aguardava a sua tramitação em tribunal, já foi feita a construção contraditória, aguardamos que inicie o julgamento, isto depende do tribunal”, disse, citado pela Lusa.

Sobre o processo do ex-vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, o Procurador-Geral da República frisou que continuam a decorrer os trabalhos, muito dependentes “da atividade do exterior, das respostas às cartas rogatórias e de outras diligências no exterior”, que nem sempre têm as respostas com a velocidade, rapidez e a urgência que as autoridades angolanas desejaram.

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