Parlamento angolano aprova proposta de Lei das Start-ups com 181 votos a favor

A Assembleia Nacional de Angola aprovou por unanimidade, esta Quinta-feira, 19 de março, na generalidade, a Proposta de Lei das Startups, com 181 votos a favor, abrindo caminho para a criação de um regime jurídico específico para empresas inovadoras em Angola. O diploma foi apresentado aos deputados pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns…
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A iniciativa prevê ainda a criação de instrumentos como o “selo start-up” e o “pré-selo” para projetos em fase inicial, bem como incentivos fiscais e financeiros, mecanismos de financiamento e a actuação de entidades como o Conselho Nacional das Start-ups e o INAPEN.
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A Assembleia Nacional de Angola aprovou por unanimidade, esta Quinta-feira, 19 de março, na generalidade, a Proposta de Lei das Startups, com 181 votos a favor, abrindo caminho para a criação de um regime jurídico específico para empresas inovadoras em Angola.

O diploma foi apresentado aos deputados pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, que referiu que iniciativa visa preencher o vazio legal existente, criar segurança jurídica e impulsionar a inovação tecnológica.

O governante destacou que as startups podem dinamizar a economia, gerar emprego qualificado e contribuir para a formalização de actividades económicas, alinhando o país com tendências internacionais.

Rui Miguêns de Oliveira esclareceu que o diploma fixa um tecto de facturação anual equivalente a 3,5 milhões de dólares, sem exigir um valor mínimo, permitindo que até iniciativas sem receitas possam ser reconhecidas nesta categoria.

A iniciativa prevê ainda a criação de instrumentos como o “selo start-up” e o “pré-selo” para projetos em fase inicial, bem como incentivos fiscais e financeiros, mecanismos de financiamento e a actuação de entidades como o Conselho Nacional das Start-ups e o INAPEN.

A presente Proposta foi apresentada durante a 7ª Reunião Plenária Ordinária da 4ª Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional.

O Governo angolano, segundo o ministro, pretende criar segurança jurídica para empresas inovadoras, escaláveis e geralmente assentes em tecnologias, estimular emprego qualificado, formalização económica e competitividade, aproximando o país às práticas internacionais de fomento do empreendedorismo tecnológico.

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