Angola regressou, esta Terça-feira, 24, aos mercados financeiros internacionais, com uma emissão de 2,5 mil milhões de dólares, para dar continuidade à execução do Orçamento Geral do Estado 2026, num contexto de grande incerteza e de forte volatilidade.
A informação foi avançada esta Quarta-feira, 25, em Luanda, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, no final da 3. Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, orientado pelo Presidente da República, João Lourenço.
“Nós fomos aos mercados 2 mil milhões de dólares e, na verdade, o que tivemos de procura situou-se em cerca de em cerca de 5,2 mil milhões de dólares, fazendo com que ficássemos, no final, com 2,5 mil milhões de dólares. Foi uma operação histórica no sentido de essa ser das maiores emissões efectuadas no mesmo dia por países africanos na nossa região subsariana, apenas separados pela África do Sul e pela Nigéria”,
De acordo com José de Lima Massano, isso revela um sinal forte de confiança que os operadores e investidores nos mercados internacionais têm em relação ao andamento da nossa economia.
“Desta operação foi possível baixar as taxas de juro que vínhamos de emissões anteriores. Esta nossa missão está dividida em duas tranches, uma de 1,5 mil milhões de dólares, com maturidade de sete anos (2030) e 750 milhões de dólares, com maturidade de 11 anos (2035), com taxas de cupão semestral de 9,25% e 9,78%, respectivamente”, referiu.
Segundo o governante, a emissão contou com a participação de investidores que actuam no Reino Unidos nos Estados Unidos da América, “onde conseguimos obter a maior mobilização de recursos para esta emissão bem-sucedida de eurobonds”.
Esta é a primeira emissão de dívida soberana desde 2022, quando Angola captou igualmente 1,75 mil milhões de dolares.
Angola estreou-se no mercado internacional de capitais em 2015, com a operação “Palanca I”, que captou 1,5 mil milhões de dólares. Seguiram-se novas emissões em 2018, no valor de 3,5 mil milhões de dólares (em duas tranches), e em 2019, com 3 mil milhões de dólares igualmente distribuídos em duas tranches.
As emissões de Eurobonds visam diversificar as fontes de financiamento, optimizar a gestão da dívida pública e contribuir para o equilíbrio orçamental, em alinhamento com a percepção de risco do país e com a conjuntura económica global.





