Guiné-Bissau falha na entrega de relatórios de execução de projectos financiados pelo BAD

O director-adjunto do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), José Ribeiro, advertiu as autoridades da Guiné-Bissau por “atrasos persistentes” na entrega de relatórios de execução de projectos financiados no país. O responsável do BAD para os países da África Ocidental fez a chamada de atenção na abertura de uma reunião de avaliação de desempenho e execução…
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De acordo com José Ribeiro, os projectos são executados nos sectores de transportes, agricultura, desenvolvimento social (educação e saúde), energia e desenvolvimento económico, num envelope aproximado de 240 milhões de dólares.
Economia

O director-adjunto do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), José Ribeiro, advertiu as autoridades da Guiné-Bissau por “atrasos persistentes” na entrega de relatórios de execução de projectos financiados no país.

O responsável do BAD para os países da África Ocidental fez a chamada de atenção na abertura de uma reunião de avaliação de desempenho e execução de projectos financiados na Guiné-Bissau, transmitida pelos órgãos de comunicação social locais.

O BAD tem em andamento um total de 15 projectos na Guiné-Bissau, entre os quais 10 com carácter nacional, isto é, implementados directamente no país e cinco a nível sub-regional, mas que vão beneficiar a população guineense.

De acordo com José Ribeiro, os projectos são executados nos sectores de transportes, agricultura, desenvolvimento social (educação e saúde), energia e desenvolvimento económico, num envelope aproximado de 240 milhões de dólares.

O responsável assinalou que 88% desse valor são donativos em forma de subvenções e 12% em forma de empréstimos.

O diretor-adjunto do BAD para a África Ocidental destacou que os projetos constituem as prioridades de desenvolvimento propostas pela Guiné-Bissau. Contudo, disse, existem constrangimentos, nomeadamente “atrasos persistentes na submissão de relatórios de auditoria”.

José Ribeiro, citado pela Lusa, afirmou que, no limite, a situação pode levar à suspensão de desembolso de fundos, medida que, salientou, o BAD não gostaria de tomar, “tendo em conta o contexto da Guiné-Bissau”.

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