Cabo Verde terminou 2025 com os preços dos produtos importados a descerem e os preços das exportações a aumentarem, favorecendo as contas do arquipélago, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os produtos importados ficaram mais baratos, com os preços a recuar 6,7% em termos homólogos, enquanto os produtos exportados foram vendidos a um valor 7,2% mais alto em relação a 2024, lê-se no boletim sobre o Índice de Preços do Comércio Externo.
A taxa de variação homóloga registada pelo Índice de Termos de Troca (que mede quantas importações podem ser adquiridas com uma unidade de exportações) foi de 15%.
Apesar de as importações terem ficado mais baratas, isso não impediu que a factura total a pagar ao exterior tivesse um aumento homólogo de 9% em 2025, para 110 mil milhões de escudos (cerca de mil milhões de euros), segundo dados do banco central cabo-verdiano que a Lusa divulgou há duas semanas.
Do outro lado da balança, aquilo que o país factura com exportações cresceu 18% (sobretudo pescado processado para Espanha) e ascendeu a 9,3 mil milhões de escudos (84 milhões de euros), menos de um décimo do valor das importações.





