Moçambique gastou 1.142 milhões de dólares (994 milhões de euros) na importação de combustíveis em todo o ano passado, fatura que anualmente tem vindo a cair, segundo dados oficiais.
De acordo com um relatório estatístico do Banco de Moçambique, com informação de Janeiro a Dezembro, desse total, só em gasóleo, o país importou 771,6 milhões de dólares, e em gasolina o equivalente a 326,7 milhões de dólares.
Globalmente, o valor das importações de combustíveis caiu 5% em 2025, face aos 1.198 milhões de dólares em 2024 – que já então tinha sido o valor mais baixo desde a pandemia de covid-19, segundo dados do banco central -, que compara ainda com os 1.417 milhões de dólares em 2023.
Estes valores ficam longe dos 1.966 milhões de dólares gastos com as importações de combustíveis em 2022.
O secretário de Estado do Tesouro e Orçamento garantiu em 10 de março que Moçambique tem 75 mil toneladas de combustíveis, quantidade considerada suficiente até princípios de maio, após o Irão encerrar o estreito de Ormuz, e adquirida a preços anteriores ao início do devido ao conflito no Médio Oriente.
Acrescentou que cerca de 80% das importações de combustíveis de Moçambique transitam pelo estreito de Ormuz, vindos do Médio Oriente.
Os combustíveis, diz a Lusa, representaram quase metade dos quase 2.396 milhões de dólares de bens intermédios importados por Moçambique de Janeiro a Dezembro de 2025, que incluem ainda energia eléctrica, alumínio, material de construção, óleo e lubrificantes, adubos e fertilizantes, cimento ou alcatrão.




