Associação Moçambicana de Bancos diz que taxa de juro vai descer 10 pontos base em Abril

A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique vai descer 10 pontos base no mês de Abril, para 15,50%, o terceiro corte este ano, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB). Desde Janeiro de 2024, a taxa, conhecida como 'prime rate', tem vindo progressivamente a descer, após seis meses consecutivos em máximos…
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Este ano, em Janeiro, a AMB decidiu cortar igualmente 10 pontos base à taxa, para 15,70% e em Fevereiro manteve-a inalterada, apesar do corte na taxa directora decidida pelo banco central. Seguiram-se cortes idênticos, de 10 pontos base, em Março e agora em Abril.
Economia

A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique vai descer 10 pontos base no mês de Abril, para 15,50%, o terceiro corte este ano, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Desde Janeiro de 2024, a taxa, conhecida como ‘prime rate’, tem vindo progressivamente a descer, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%.

Este ano, em Janeiro, a AMB decidiu cortar igualmente 10 pontos base à taxa, para 15,70% e em Fevereiro manteve-a inalterada, apesar do corte na taxa directora decidida pelo banco central. Seguiram-se cortes idênticos, de 10 pontos base, em Março e agora em Abril.

As oscilações da ‘prime rate’ estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de calculo da ‘prime rate’) pelo banco central, para controlar a inflação.

Já o Banco de Moçambique manteve este mês a taxa de juro de política monetária MIMO em 9,25%, após 12 cortes consecutivos desde janeiro de 2024, face ao “agravamento substancial” de riscos, revendo em alta as perspectivas de inflação.

“Esta decisão decorre da materialização e do agravamento substancial de alguns riscos e incertezas associados às projecções da inflação, com destaque para a inclusão do conflito no Médio Oriente e os seus impactos na cadeia logística, bem como na oferta e nos preços dos produtos energéticos e alimentares, que influenciaram a revisão em alta das perspectivas da inflação”, anunciou em 23 de Março o governador do banco central, Rogério Zandamela.

A posição foi assumida no final da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), que se realiza a cada dois meses, conforme avançou o governador do Banco de Moçambique, sublinhando as consequências para Moçambique do conflito do Médio Oriente, bem como das cheias no país, na atual época das chuvas.

“Neste contexto, o CPMO interrompeu o ciclo de redução iniciado em janeiro de 2024, mais de 24 meses, condicionando as futuras decisões à evolução e materialização dos riscos e incertezas internos e externos. Os riscos e incertezas associados às projeções da inflação agravaram-se significativamente”, alertou Zandamela, citado pela Lusa.

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