Banco Mundial reduz crescimento na África subsaariana para 4,1% este ano

O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento médio das economias da África subsaariana para 4,1%, baixando em três décimas a previsão feita em outubro e considerando que a recuperação económica está a estagnar. "A recuperação económica da África subsaariana após uma década de choques globais está a dar sinais de estagnação, com…
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Banco Mundial afirma que "os riscos geopolíticos, incluindo o conflito no Médio Oriente, os elevados encargos com o serviço da dívida e os constrangimentos estruturais de longa data, continuam a pesar sobre a capacidade da região para acelerar o crescimento e criar empregos".
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O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento médio das economias da África subsaariana para 4,1%, baixando em três décimas a previsão feita em outubro e considerando que a recuperação económica está a estagnar.

“A recuperação económica da África subsaariana após uma década de choques globais está a dar sinais de estagnação, com as projecções de crescimento para 2026 revistas em baixa, em 0,3 pontos percentuais, em relação às estimativas publicadas anteriormente em outubro de 2025”, lê-se no relatório semestral do Banco Mundial sobre a região.

No relatório Actualização Económica de África, que substitui o Pulsar de África, o Banco Mundial afirma que “os riscos geopolíticos, incluindo o conflito no Médio Oriente, os elevados encargos com o serviço da dívida e os constrangimentos estruturais de longa data, continuam a pesar sobre a capacidade da região para acelerar o crescimento e criar empregos”.

A previsão de crescimento das economias, que inclui todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), desceu 0,3 pontos percentuais, para 4,1% este ano, o mesmo ritmo de crescimento do ano passado, o que leva o Banco Mundial a falar numa “estagnação” da expansão destas economias, havendo mais riscos de descida.

“O aumento dos preços dos combustíveis, dos alimentos e dos fertilizantes, a par de condições financeiras mais restritivas, diz a Lusa, deverá impulsionar a inflação [para os 4,8% este ano], perturbar a atividade económica e afectar de forma desproporcional as famílias mais vulneráveis, que gastam uma parte maior do seu rendimento em alimentos e energia”, alerta-se no documento divulgado.

Para além da preocupação com o elevado custo de servir a dívida e com a redução da ajuda internacional ao desenvolvimento, o relatório do Banco Mundial prevê a entrada de mais de 620 milhões de pessoas no mercado de trabalho em África até 2050 e defende que “os países devem orientar-se para um crescimento mais produtivo, diversificado e liderado pelo sevtor privado, a fim de criar empregos”.

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