Turismo em Cabo Verde cresce 6% e reforça peso na economia em 2025

O turismo em Cabo Verde manteve a trajectória de crescimento em 2025, com o número de hóspedes a atingir cerca de 1,25 milhões, um aumento de 6% face ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O desempenho confirma a consolidação do arquipélago como um dos destinos mais dinâmicos…
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Com mais de 1,25 milhões de hóspedes e 6,1 milhões de dormidas, o arquipélago mantém uma trajectória de expansão sustentada pelo aumento das ligações aéreas e pela procura internacional no ano transacto, marcado por forte procura europeia.
Economia

O turismo em Cabo Verde manteve a trajectória de crescimento em 2025, com o número de hóspedes a atingir cerca de 1,25 milhões, um aumento de 6% face ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O desempenho confirma a consolidação do arquipélago como um dos destinos mais dinâmicos da África lusófona, com impacto directo na actividade económica nacional.

As dormidas acompanharam esta tendência, registando uma subida de 8,3%, para mais de 6,1 milhões, reflectindo não apenas o aumento da procura, mas também uma permanência média mais elevada dos visitantes. A estadia média fixou-se em 4,8 noites, enquanto a taxa de ocupação hoteleira subiu de 60% para 72%, evidenciando uma utilização mais intensiva da capacidade instalada.

De acordo com os dados consultados pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, a estrutura do sector permanece fortemente concentrada nas ilhas do Sal e da Boa Vista, que continuam a absorver a maioria dos fluxos turísticos, sustentadas sobretudo pela procura internacional.

Os turistas não residentes dominam o mercado, com o Reino Unido a manter-se como principal emissor, seguido de Portugal, Alemanha, França, Bélgica e Países Baixos – um padrão que reforça a elevada dependência de Cabo Verde face ao turismo europeu.

O quarto trimestre destacou-se como o período de maior dinamismo, com 400.653 hóspedes e mais de 1,7 milhões de dormidas, confirmando a sazonalidade positiva associada ao inverno europeu e à intensificação das ligações aéreas.

No plano da oferta, os hotéis continuam a liderar de forma destacada, concentrando 85,2% das dormidas, seguidos pelos hotéis-apartamentos, residenciais e pensões. Esta predominância evidencia a orientação do destino para o turismo organizado e de pacote, ainda que levante desafios ao nível da diversificação da oferta e da captação de segmentos de maior valor acrescentado.

Impulsionado pela expansão das rotas aéreas com a Europa, o turismo reafirma-se como o principal motor da economia cabo-verdiana, com efeitos multiplicadores sobre sectores como transportes, comércio e serviços, num contexto em que o país continua a apostar na consolidação da sua competitividade internacional enquanto destino insular.

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