“Crescimento económico sem inclusão não é progresso”, afirma Ngunu Tiny

O fundador da Forbes África Lusófona e do Grupo Media Nove, N’Gunu Tiny, afirmou, esta Sexta-feira, 24, que crescimento económico sem inclusão não é progresso e crescimento sem impacto social não é desenvolvimento. “E é exactamente aqui que entra a responsabilidade social. Não como um gesto simbólico, mas como uma obrigação estratégica. Hoje, mais de…
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N’Gunu Tiny discursava na abertura da 4ª edição dos Prémios Forbes Responsabilidade Social, promovido no Hotel Intercontinental, em Luanda.
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O fundador da Forbes África Lusófona e do Grupo Media Nove, N’Gunu Tiny, afirmou, esta Sexta-feira, 24, que crescimento económico sem inclusão não é progresso e crescimento sem impacto social não é desenvolvimento.

“E é exactamente aqui que entra a responsabilidade social. Não como um gesto simbólico, mas como uma obrigação estratégica. Hoje, mais de 70% das empresas líderes em África já integram políticas de responsabilidade social nas suas operações.  E isso acontece porque os consumidores exigem, os investidores analisam e as sociedades cobram”, salientou o responsável da Forbes África Lusófona.

N’Gunu Tiny discursava na abertura da 4ª edição dos Prémios Forbes Responsabilidade Social, promovido no Hotel Intercontinental, em Luanda, com o objectivo de distinguir as empresas que se destacaram, nos seus sectores, pelo trabalho realizado no âmbito da Responsabilidade Social.

Para o fundador do Grupo Media Nove quem não reconhecer isto hoje ficará, inevitavelmente, para trás.

No entanto, disse que é necessário diferenciar a responsabilidade social da filantropia e da caridade, sobretudo quando se olha para o desenvolvimento sócio-económico das regiões. E esta distinção é importante porque define a forma como as sociedades se organizam e evoluem.

Na sua visão, a caridade é uma resposta imediata e emocional, tem impacto pontual, mas actua sobretudo sobre os sintomas.

“A filantropia é mais estruturada e de longo prazo, ela investe em áreas como educação, saúde e desenvolvimento comunitário. Já a responsabilidade social empresarial distingue-se claramente destas duas abordagens porque está integrada na própria actividade económica. Não é apenas distribuir riqueza, mas sim a forma como essa riqueza é gerada, nomeadamente através de práticas éticas, sustentáveis e alinhadas com o desenvolvimento social”, sublinhou.

África, indicou Tiny, é actualmente uma das regiões com maior crescimento económico no mundo. Nos últimos anos, disse, várias economias africanas cresceram acima dos 4% ao ano. Angola voltou a crescer, com perspectivas consistentes de aceleração.

Entretanto, sublinhou, o continente representa mais de 1,4 mil milhões de pessoas. “E até 2050, esse número irá duplicar. Mais de 60% da população africana tem menos de 25 anos. Isto não é apenas um dado demográfico. É o maior activo estratégico do nosso continente, mas também é o nosso maior teste”, ressaltou.

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